[Na Vitrola] 10 Álbuns Essenciais de 2011

Diferente do que as pessoas têm falado, 2011 se mostrou um excelente ano para a música. Basta procurar nos meios corretos. (Ou vocês ainda contam com a televisão e o rádio pra isso?). Tive um certo trabalho para fazer essa lista e acabei deixando muita coisa bacana de lado. Acabei focando em artistas que não tinham tanto apelo na mídia. Por isso, confiram o post e corram atrás dessa galera.

Graveyard – Hisinger Blues

Hisinger Blues é o segundo álbum desta banda formada em 2006. O Graveyard é uma daquelas bandas que tem uma sonoridade calcada nos anos 70, com influências de Led Zeppelin, Sabbath, Grand Funk, só que, diferente da maioria, os caras conseguem imprimir originalidade e o clima que os anos 70 tinham, seja tocando hard rock, blues ou baladas. O segundo álbum consolida a carreira da banda e cala a boca daqueles que dizem que não se faz mais rock and roll como antigamente.

The Quill – Full Circle

The Quill é uma banda sueca, assim como o Graveyard, mas com uma pegada bem diferente e com um som mais pesado, voltado para o Stoner rock e Stoner Metal. Diferente do álbum anterior, Full Circle é mais pesado e mais maduro, talvez a entrada do novo vocalista Magnus Arnar, com um vocal mais rasgado e agressivo, tenha sido fator primordial para essa guinada na carreira da banda.

Kamchatka – Bury Your Roots

A Suécia tem exportado excelente bandas, pesquisando sobre a origem do Kamchatka, descobri que eles também são de lá. O som dos caras é uma mistura de hard rock com black music. Li no Collector Rooms que “o Bury Your Roots é tudo que o Black Country Communion queria ser e não conseguiu”. Assino embaixo.

Noel Gallagher’s High Flyng Birds – Noel Gallagher’s High Flyng Birds

Esse é pra gerar polêmica mesmo, mas enfim, vamos lá. Desde o fim do Oasis, os irmãos Gallagher decidiram seguir caminhos opostos, Liam se reuniu com o resto do Oasis e formou o Beaddy Eye (que por pouco não foi listado aqui com o excelente Different Gear, Still Speeding) e o Noel partiu para a carreira solo. O álbum de estréia é excelente, diferente dos últimos trabalhos do Oasis. Álbum honesto, com Noel voando alto, como sua banda.

The Pepper Pots – Train To Your Lover

Saindo um pouco do Rock and Roll, vamos falar das beldades do Pepper Pots, uma banda que acabei conhecendo por acaso em uma dessas “googladas” e me surpreendeu. Train To Your Lover é o quarto album e é uma viagem ao passado, reunindo todo o grude que a Motown tanto difundiu décadas atrás. Canções soul, extremamente melodiosas, com uma banda de primeira.


Ry Cooder – Pull Up Some Dust And Sit Down

O cara é simplesmente um dos guitarristas mais influentes da atualidade e está na estrada há mais de quatro décadas. Em seu último álbum, Cooder reúne vai do Blues ao Country texano e tudo isso fazendo uma forte crítica à política norte-americana. DISCAÇO!

The Black Keys –  El Camino

Dan Auerbach e Patrick Carney  continuam mais experimentais do que nunca. O novo álbum do Black Keys traz toda a pegada de Blues Moderno que os dois costumam fazer, só que desta vez o rock and roll está muito mais presente. El Camino tem o clima de uma grande jam despretensiosa, com músicos inspirados fazendo o que gostam.

The Decemberists – The King Is Dead

Depois do péssimo Hazards of Love, os Decemberists resolveram colocar a mão na consciência e deixar toda a pretensão de lado para fazer um grande álbum folk. The King is Dead é muito mais direto do que os trabalhos anteriores, deixando de lado a veia mais progressiva para cair de cabeça no country norte-americano. Fizeram muito bem.

The London Souls – The London Souls

Power trio nova-iorquino que lança seu álbum de estreia embasado na influência dos anos 70. Diferente das bandas que pipocam hoje em dia, abusando de efeitos e pirotecnias, os caras do London Souls fazem um som cru, como todo bom rock and roll deveria ser. Um dos grandes destaques de 2011.

Tedeschi Trucks Band – Revelator

Susan Tedeschi decidiu se reunir com seu marido, Derek Trucks, e montar o Tedeschi Trucks Band. Os dois fizeram um dos melhores álbuns (senão o melhor) de 2011. Blues, folk, country, jazz, rock… Fazia tempo que não ouvia um álbum tão interessante.