Melhores filmes de 2012, por Pedro Lobato

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Eis que 2012 chegou ao seu fim e pudemos conferir uma série de lançamentos para todos os gostos e estilos. Na minha lista de TOP 10 2012 de hoje, gostaria de compartilhar com vocês quais, em minha opinião — portanto, ignorando a opinião da crítica especializada —, foram os melhores filmes lançados no Brasil no ano em que o prometido apocalipse deveria ter chegado, mas não rolou. Desse modo, como os maias se associaram ao clube do “vocês também estavam errados”, vamos à minha lista:

10. Mercenários 2

Seria injustiça da minha parte não colocar esta obra-prima dos filmes de ação neste top 10. Assim como no primeiro filme, Sylvester Stallone volta com sua equipe de brucutus para simplesmente explodir e atirar em qualquer coisa que se mova (ou não, se for considerar as inúmeras construções que são simplesmente destruídas). E como não gostar de ver Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis e, principalmente, Chuck Norris em ação? Mercenários é uma franquia divertida, que homenageia os clássicos filmes de ação dos anos 80/90 e que mostra que este tipo de filme ainda tem espaço no mercado cinematográfico atual. Mal posso esperar pelo terceiro filme desde já.

9. Shame

O filme dirigido por Steve McQueen nos apresenta um personagem obcecado por sexo (beirando um nível doentio), inserido em um mundo vazio, sem cores e sem sentido. O protagonista, interpretado por Michael Fassbender, domina este drama com uma atuação arrebatadora, enquadrando o ator como um dos mais promissores da atualidade. O fato de o diretor ter explorado tão bem os dramas psicológicos do protagonista e seu estado emocional vazio através de excelentes escolhas de planos de filmagens e capturando o melhor de Fassbender faz com que Shame seja um dos melhores filmes de 2012.

8. As Aventuras de Tintin

Sempre fui fã dos quadrinhos de Hergé e mais ainda da antiga animação. Juntos, ambos fizeram parte da minha infância de uma maneira muito boa. Quando vi o primeiro trailer da adaptação cinematográfica realizada por Steven Spielberg fiquei muito empolgado, e essa empolgação foi atendida de maneira muito satisfatória. Ver Tintin, o capitão Haddock, os inspetores Dupont e Dupond, além do cachorro Milu, foi uma experiência nostálgica e fantástica. Não apenas uma animação muito bem realizada, mas um filme de ação e aventura divertidíssimo.

7. O Hobbit – Uma jornada inesperada

Talvez um dos filmes mais esperados em 2012 e, mesmo sendo contra a decisão de Peter Jackson de fazer uma trilogia para o mesmo, fiquei extremamente satisfeito com a adaptação do meu livro favorito do J.R.R Tolkien. Temos uma atuação fantástica de Martin Freeman como Bilbo Bolseiro, embarcando em uma aventura épica junto de uma companhia de anões que querem tomar seu reino de volta de um temível dragão. A qualidade visual do filme é uma atração à parte, ainda mais ao se considerar a novidade trazida a nós por Jackson: o High Frame Rate (a filmagem a 48 frames por segundo). O HFR é excepcional e se mescla bem com a forma como a direção do filme foi conduzida, mostrando batalhas dinâmicas e muita empolgação.

6. 13 Assassinos

Takashi Miike é um ícone do cinema oriental. Conhecido principalmente por usar de violência gráfica extrema em seus filmes, em 13 Assassinos ele faz um remake de um filme clássico de samurais. Um filme marcado por diálogos ricos, atuações expressivas e uma violação bem feita. Influenciado fortemente por Akira Kurosawa, Takashi Miike consegue fazer um dos filmes de samurai mais significativos dos últimos anos.

5. Vingadores

A Marvel ao longo dos últimos anos foi produzindo filmes de seus heróis com o objetivo final de chegar no projeto Vingadores. Eu, particularmente, não coloquei muita fé no filme, pois acreditava ser impossível lidar com tantos heróis ao mesmo tempo. Minhas expectativas baixas foram colocadas por terra e o que vi foi um filme de super heróis de verdade, descontraído, com um humor bacana e ação frenética. Joss Whedon conseguiu fazer acontecer, dando destaque a todos os heróis de uma forma justa e mostrando que esse sonho era possível.

4. Argo

Se Michael Fassbender é um dos melhores atores, Ben Affleck tem se mostrado um dos melhores diretores atualmente. Affleck atinge um patamar acima em seu terceiro trabalho como diretor nos cinema em Argo. Explorando o conflito entre Irã e EUA no final dos anos 70, Affleck nos apresenta uma direção segura, criando uma tensão meticulosa no espectador e sem incorrer em um patriotismo gratuito, muito comum em filmes desse tipo. Até agora Ben Affleck tem acertado em todos os seus trabalhos como diretor, melhorando cada vez mais a qualidade de seu produto, portanto, o jeito é continuar torcendo para que ele continue com o bom trabalho.

3. Indie Game: The Movie

Por essa ninguém esperava, mas o terceiro lugar desta lista vai para este fantástico documentário que procurou mostrar um pouco de como funciona o universo dos jogos independentes. Focando principalmente em Edmund McMillen, Tommy Refenes (criadores de Super Meat Boy) e Phil Fish (criador de Fez), o documentário explora os diversos aspectos do processo produtivo e criativo de um jogo independente, que se aproxima mais de uma obra autoral, que reflete a personalidade, a história e os sentimentos de seus autores, em comparação ao mercado de jogos mainstream. Qualquer um que saiba o que é se dedicar a trabalhos artísticos (seja eles de qualquer natureza) vai se identificar com os entrevistados. Impossível não se emocionar, torcer e vibrar junto com os desenvolvedores ao saber que seu jogo virou um sucesso (mesmo sabendo que ele já tinha feito sucesso, antes de ver o filme). Com certeza um dos melhores e mais emocionantes documentários que vi em toda minha vida.

2. Drive

Aqui temos mais um ator que se mostra em destaque atualmente: Ryan Gosling. Um ator versátil e que faz um excelente trabalho neste filme, que é uma homenagem ao cinema clássico dos anos 80. Uma obra-prima envolvente e de qualidade é o que posso dizer a respeito deste filme. Interpretando o “driver”, Gosling consegue transmitir muitos sentimentos, mesmo falando apenas duas dúzias de palavras por toda a extensão do filme. Muitas vezes era apenas necessário visualizar seu olhar, iluminado pela iluminação das ruas de Los Angeles enquanto dirigia, para compreendermos um pouco mais dos sentimentos e aflições de um personagem de que sabemos tão pouco. Tanto o forte contraste utilizado nas filmagens e nas ambientações escolhidas quanto a trilha sonora retro-cult (contando principalmente com a participação de Kavinsky e College na contribuição desta ambientação) ajudam ainda mais no envolvimento com a trama e na especial relação com os filmes policiais da década de 80. O roteiro simples é compensado com sua execução muito bem realizada. Uma experiência que, por mais que olhe para o passado, apresenta muito de inovador e jovem. A combinação da direção de Refn com a atuação de Gosling é impecável e merece ser valorizada.

1. Batman: The Dark Knight Rises

Os marvecos que me perdoem, mas o terceiro filme da trilogia dirigida por Christopher Nolan foi algo grandioso e merece a primeira colocação dessa lista. De longe, de todos os filmes dessa lista — dos quais eu gostei bastante, cada um à sua maneira —, Batman TDKR foi o que me deixou mais empolgado. Eu vibrei como um fanboy das antigas assistindo ao filme, que possui uma história profunda, com referências históricas, críticas sociais e que se fecha muito bem nesta conclusão. Nolan mostrou ao mundo um novo modo de enxergar super heróis e foi esse seu maior mérito com sua trilogia do Batman.

Enfim, esse foi o meu top 10. Espero que vocês tenham gostado de minhas escolhas. Deixem nos comentários o que vocês acham a respeito e o que acham que deveria estar aqui. Vamos esperar que 2013 nos agracie com filmes cada vez melhores.

Texto de  autoria Pedro Lobato.