[Crítica] A Babá

McG tem uma carreira curiosa em matéria de blockbusters e pouco se ouviu falar do diretor após Exterminador do Futuro: A Salvação, apesar dos trabalhos questionáveis em filmes posteriores como 3 Dias Para Matar, Guerra é Guerra! e alguns episódios de seriados, entre eles capítulos da primeira temporada de Shadowhunters. Três anos após seu último longa metragem, o diretor da saga As Panteras retorna ao campo das comédias em A Babá, onde tenta desconstruir estereótipos ocultistas e elementos de comédias juvenis.

Na trama, acompanhamos a jornada de Cole (Judah Lewis), um garoto semi-adolescente que não se interessa pelas meninas de sua idade e que sempre sonha com a sua babá, a belíssima Bee (Samara Weaving). Após algumas conversas com outras crianças do colégio, Cole é levado a crer que a conexão existente entre ele e sua babá é meramente profissional, e que inclusive babás costumam receber seus namorados quando todos estão dormindo. Assim, Cole decide comprovar as informações após seus pais passarem a noite fora, e decide se manter acordado para espiar as atividades de sua musa durante a madrugada, e é nesse momento que começam as surpresas dramáticas.

O roteiro de Bryan Duffield toma um cuidado para revelar as curvas de história de modo sutil. Os clichês do gênero envolvendo babysitters próximas da fase adulta flertando com os garotos são evitados, já que apesar de Bee ter realmente uma ligação maior com o pequeno Cole, não se tratam de sentimentos amorosos.

A construção do suspense é surpreendentemente boa até a revelação dos propósitos de Bee. Toda a organização da personagem, seus amigos e os sacrifícios que fazia pouco tem importância depois disso, e assim que a verdade é revelada grande parte da boa construção do argumento de Duffield se perde, restando apenas mortes criativas, como acontece na franquia Premonição.

A Babá é um filme genérico e medíocre, que tenta disfarçar seu estado através de um estilo mais descolado de direção, não conseguindo esconder seus dotes ruins através de parcas tentativas de ludibriar o espectador. Seu elenco repleto de atores semi-famosos com corpos esculturais resumem em si a essência do filme: belo por fora mas com pouco ou nenhum conteúdo por dentro.

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