Crítica | A Vilã

Do coreano Byung-gil Jung, o longa A Vilã começa com uma cena em primeira pessoa sensacional, mostrando as ações de Sook-hee (Ok-bin Kim), assassinando um grupo de opositores violentos, em um local que aos poucos vai sendo mostrado, como a base para alguns experimentos estranho, além de ter ali um engenho para a fabricação de drogas.

Logo, o passado de Sook-hee é mostrado, como cobaia de um projeto que iria lhe transformar em uma máquina de combate. Após passar um longo período na China, treinando, ela consegue escapar e vai em direção a Coreia, seu país de origem a fim de descobrir o que aconteceu consigo. Daí, começa uma trajetória de assassinatos a sangue frio, em torno dessa vingança, com a personagem principal basicamente correndo atrás das pessoas envolvidas na modificação que ocorreu consigo.

Parte da jornada da heroína, inclui entender como veio a se tornar uma pessoa tão poderosa. E é nesse quesito que o filme peca um pouco, já que o roteiro não acompanha a boa forma de Jung dirigir as cenas. Os momentos de ação são muito bem construídos, em especial as cenas de luta com armas brancas, mas o texto é bem pobre, chegando ao ponto até de ofender Nikita de Luc Besson quando ocorre qualquer comparação. Entre eles, somente a premissa é parecida todo o resto não.

As partes filmadas com câmera na mão fazem lembrar em muito os bons jogos de tiro de árcade, emulando inclusive características de jogos mais recentes, como Overwatch, sem é claro ter um clima tão viajandão quando o game em FPS. A Vilã faz lembrar um pouco Fatal (Chek law dak gung), Siu-Tung Ching protagonizado por Maggie Q, ainda que o produto coreano seja menos explicito quanto a sensualidade, se comparado a Fatal.

O desfecho é um pouco anti-climático, apesar de reunir algumas boas cenas e momentos na sequência do casamento. O visual arrojado e as cenas de ação fazem o conceito de A Vilã subir, mas ainda assim é bem pouco, restando apenas mais um filme de açao genérico da Ásia.

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