Crítica | Acertando O Passo

Comédia leve, Acertando o Passo mostra Sandra Abbott (Imelda Staunton), uma mulher casada com o mesmo homem por quarenta anos. Em uma festividade, ela por acaso descobre que ele a trai com sua melhor amiga por cinco anos, e isso a faz mergulhar em um estado profundo de melancolia. Apesar dessas condições, esse realmente é um filme com caráter positivo e que mira um astral alto para seu espectador.

Richard Loncraine recentemente fez Ruth e Alex, um filme que reflete sobre pessoas de idade mais avançada, assim como também fez Wimbledon: O Jogo do Amor, uma comedia romântica que usa a temática do tênis em alto nível. Seu exercício aqui é o de mostrar uma mulher em reinvenção, que frequenta aulas de dança com sua irmã atrás de um novo motivo para sorrir, tendo atenção à época em que fazia ballet, no passado, quando podia dizer que era feliz.

Os momentos agridoces são cortados por recusas de Sandra em se reinventar, ou ao menos se deixar levar pelos sentimentos inerentes a perda de uma relação, como foi com ela. O fato dela ter um título portentoso, dado a consorte de seu antigo marido não justificaria sequer essa atitude de arrogância. No entanto o que mais irrita no filme é que ele é longo demais para apresentar questões que seriam muito facilmente resolvidas, além do fato de que coadjuvantes como Charlie (Timothy Spall), que possui um plano de fundo bem mais carismático e sedutor aos olhos do espectador do que a história da protagonista e de seus parentes.

O fim do filme tenta consertar essa problemática, fato que faz tudo soar muito corrido, e em se tratando de uma mudança radical de uma personagem que tenciona parecer real, isso é complicado, mesmo com o trauma de uma outra perda. Há pouco o que se salvar em Acertando o Passo, que mais parece um filme de Sessão da Tarde feito em 2018.

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