Crítica | All-Star Superman

All-Star Superman

É isso aí, pessoal, a cultuada minissérie escrita por Grant Morrison e desenhada por Frank Quitely, All-Star Superman, acaba de ser lançada em mais uma animação da DC Universe e tem tudo para ser uma das maiores histórias de super-heróis de 2011 ou vocês estão mesmo contando com os filmes do Lanterna Verde, Thor e Capitão América? C’mon.

Falar sobre o Morrison é complicado, já que seus trabalhos estão entre os mais originais e bem escritos das últimas décadas, sempre revolucionando as personagens em que trabalha, e com o Superman não foi diferente. All-Star Superman é uma história fora da cronologia do personagem e visava dar um novo olhar para o maior herói da editora DC. Sendo publicada em 2005 em 12 edições mensais e se tornando sucesso absoluto, All-Star já é considerada por muitos como a melhor história do Homem de Aço.

Contudo, a DC Universe ficou conhecida por adaptações de algumas histórias não tão boas e transformá-las em algo muito mais interessante do que o material original, com isso sempre pairou a dúvida dos fãs sobre o que eles fariam se trabalhassem com um ótima material e não o regular como de costume, sairia algo à altura ou simplesmente deixaria a desejar, deixando claro que o forte do estúdio são histórias mais simples?

Ao anunciar que adaptariam All-Star, a expectativa foi grande, já que se trata de uma grande história e que seria adaptada para um público de todas as idades com pouco mais de 1 hora em tela. O responsável pela animação seria Dwayne McDuffie, roteirista da série animada da Liga, Jovens Titãs e o longa Crise nas Duas Terras, além de outras animações. Bem, a boa notícia é que eles não nos decepcionaram e apresentaram um ótimo material, claro que com seus devidos cortes, mas sem esquecer a essência do herói apresentado nesta história, como uma animação deve ser feita.

Na trama, Lex Luthor elabora um plano para eliminar o Homem de Aço, deixando-o exposto à uma grande quantidade de radiação solar, com essa exposição seus poderes se tornaram maiores ainda, porém, suas células não reagem bem a essa transformação e entram em um processo de saturação deixando nosso herói com pouco tempo de vida. Após saber de seu destino, Superman parte em uma jornada para realizar seus sonhos e preparar a humanidade para sua partida.

Como dito anteriormente, não espere uma adaptação literal, McDuffie absorveu momentos chave e transpôs para tela da forma que julgou melhor, e caiu muito bem, pois conseguiu transmitir exatamente o significado todo desta história, transformando-a em uma uma jornanda emocionante sobre superação, amor e entrega. O que é ser um verdadeiro herói e seu real legado.

A qualidade da animação está excelente, e é fácil notar semelhanças com o traço do Quitely com suas devidas ressalvas, não deixando de respeitar o trabalho do desenhista dos quadrinhos, assim como do próprio Morrison ao adaptar o roteiro, mudando apenas o que fosse mais necessário para esta nova mídia. Este foi o último trabalho de McDuffie, já que nos deixou precocemente em 21 de fevereiro desse ano, o que chega a ser quase poético All-Star ser sua última animação. Assim como o Superman do Morrison deixou seu legado, McDuffie deixa o seu.