Cinema

Crítica | Angry Birds 2: O Filme

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A Sony Animation mais uma vez apostou na adaptação do game para aparelhos móveis para gerar um hit de bilheteria. Angry Birds 2 tem Thurop Van Orman na direção, nesse que é seu primeiro longa para o cinema. A trama desse segue os rumos pós Angry Birds: O Filme, onde Red e os outros pássaros vivem atualmente em guerra com os suínos verdes, em atenção a trama mais básica do game.

Seu início mostra ainda mais semelhanças com o jogo de fato, com os pássaros se lançando bravamente contra as casas e instalações dos porcos, que são rivais das aves raivosas nos jogos. Red coloca catapultas e estilingues gigantes e a maior parte da graça se dá exatamente na exploração dessa rivalidade cabal, mas obviamente quer era preciso um elemento externo para causar uma nova desventura.

Uma terceira ilha aparece no globo, e os antigos inimigos deverão se juntar em trégua e esforço para enquadrar esse novo cenário. A partir daí uma porção grande de clichês é explorada, sendo o aspecto mais rico aí o receio de Red de perder o posto de protetor de sua respectiva ilha, já que finalmente encontrou uma função social importante e rompeu a solidão que tinha anteriormente. O novo antagonista, uma ave que ficou muito tempo escondida e que tem uma jornada semelhante a sua, também é isolada, e tem de viver num ambiente gelado, que não o permite usufruir de nada, nem com comida e nem com outros prazeres. A repetição de mote e historia para por aí, pois claramente ele tem desejos bem diferentes de todos os personagens mostrados até então.

Os personagens novos ao menos são carismáticos, e o filme visualmente é bem bonito e arrojado. As cores se sobressaem e a qualidade da animação em 3d é bem grande, diferente do hiper genérico visto nas produções da Ilumination por exemplo, ainda que a historia seja quase tão repleta de clichês quanto os últimos O Grinch e Minions.

Realmente incomoda o fato do longa precisar apelar para músicas de modas passadas como Baby Shark ou Turn Down for What para fazer rir. As peripécias e trapalhadas dos personagens deveriam ser suficientes para fazer rir e até fazem. O final adocicado não combina muito com a simples rivalidade presente em todas as versões de Angry Birds, mas elas dão vazão a possibilidades de novos confrontos em outras continuações, e se forem tão genéricas quanto esse Angry Birds 2, certamente não ocorrerão, já que apesar de ter dobrado o valor de orçamento em bilheteria, o valor arrecadado foi bem menor que o do primeiro filme.

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Filipe Pereira

Filipe Augusto Pereira é Jornalista, Escritor, quer salvar o mundo, desde que não demore muito e é apaixonado por Cinema, Literatura, Mulheres Rock and Roll e Psicanalise, não necessariamente nessa ordem.
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