[Crítica] Area 51

Area 51 1

Após uma longa espera, desde 2007 sem realizar um filme, Oren Peli sai finalmente de sua zona de conforto dentro da produção executiva da saga Atividade Paranormal para retornar a cadeira de direção, retornando também ao estilo found footage, alternativa restritiva, que faz perguntar se ele como cineasta possui qualquer outra faceta que não esta. Área 51 começa idêntico ao primeiro filme da franquia anterior, com um início jocoso que mais tarde revela um terrível segredo.

O realizador apela para o medo comum dos americanos e a paranoia do cidadão médio com questões tabu como ufologia. Curiosamente, os dois produtos originais de Peli reciclam os principais temas de Arquivo X, ainda que o modo que ele leve para conduzir seja muito menos sutil que o seriado de Chris Carter.

Ben (Ben Revner) e Darrin (Darrin Bragg) são os curiosos responsáveis por empunhar a câmera que segue o combalido script, acompanhados do esquisito Reid (Reid Warner), que em uma das primeiras cenas, aparece ébrio e estático na frente do carro da dupla, emulando a personagem de Katie do primeiro Atividade Paranormal, quando essa estava possuída pela estranha criatura. O texto segue uma pista de um sujeito que supostamente trabalha no tal lugar, negado obviamente pelas autoridades governamentais estadunidense. A crença dos relatos do sujeito que supostamente trabalha lá – Frank Novak, que é homônimo de seu interprete – divide a opinião dos jovens, que ainda assim, se lançam na aventura via estrada;

Os aldeões que cercam local – onde supostamente a base se localiza -tem comportamento errático e bizarro, como se o lugar provocasse nas pessoas uma estranha demência. Por meio de saídas de roteiro fáceis, o trio de rapazes, unidos a Jelena (Jelena Jik) conseguem adentrar as dependências da base, registrando todo o exterior, exibindo os espaços descampados que lembram demais os cenários de agricultura de Sinais. A trama passa a ficar mais sério quando os rapazes invadem os galpões, convenientemente sem muitas dificuldades.

O filme em determinado ponto parece usar os segredos humanos como plot, explorando o receio do desconhecido ao invés de tratar a interação com aliens como algo maligno, mas, quando a trama exige uma decisão mais enérgica, Área 51 sai pela tangente, apelando para ambos os lados, ás vezes até reprisando os piores erros de Atividade Paranormal.

A resolução encontrada para explorar os detalhes das dimensões que envolveriam as ações dos estra terrestres beira o patético, com cenas toscas, que tentam em vão dar um tom sério a exploração do desconhecido, causando risos mesmo no espectador incauto, que leva o filme a sério, apesar de todos os avisos adversos.