Crítica | Arranha-Céu: Coragem Sem Limite

Dwayne Johnson tem sido sinônimo de filmes com bilheterias altamente lucrativas. O popular The Rock já protagonizou esse ano Rampage: Destruição Total, no ano passado Jumanji: Bem-Vindo a Selva, a série Ballers e fez parte do elenco de Velozes e Furiosos 8. Sua presença normalmente é associada a um bom investimento de marketing, e nesse Arranha-Céu: Coragem Sem Limite não é muito diferente.

Rawson Marshall Thurber já tinha feito outro filme com o astro, Um Espião e Meio rendeu bem e deverá gerar algumas continuações. A nova empreitada também é roteirizada pelo cineasta e traz uma história que faz lembrar demais a de Duro de Matar, ainda que tenha personalidade e complexidade bem diferentes da saga de John McLane. Johnson vive Will Sawyear e sua primeira cena mostra ele como um sujeito que dez anos antes, vai atender um chamado de emergência. Ao tentar impedir um crime, a ação dá errado, matando os reféns e deixando o agente sem uma das pernas. Will se reinventa, casa com a médica Sarah (Neve Campbell) e tem dois filhos com ela.

Após um convite de um antigo companheiro, Sawyear decide verificar a segurança de um empreendimento bilionário e audacioso, um prédio enorme e com centenas de andares que estava sendo preparado para ser habitado por pessoas. Nesse meio tempo, o local é atacado por bandidos estrangeiros e um show de clichês começa. A história em si não tem absolutamente nada de novo, tampouco os feitos mentirosos do herói tem algum tipo de ineditismo. De fato ele parece muito com as aventuras escapistas que lotavam as fileiras das locadoras nos anos noventa, mas o modo como toda essa jornada é mostrada é absurdamente bem feita, muito por conta da direção de fotografia de Robert Elswit, que consegue registrar muito bem os momentos com efeitos práticos, aliado a efeitos digitais que fazem todas proezas de Will soarem ainda mais grandiosos.

Se o texto apela demais para arquétipos, a expectativa pelo destino que a família Sawyear terá ao final de todo o drama é acompanhado pelo espectador com muita apreensão, graças principalmente ao tempo de tela que cada um dos personagens tem, em especial Neve Campbell. Outros membros do elenco servem bem de escada para The Rock, em especial Byron Mann que faz um policial de Hong Kong e Chin Han, que faz o projetista e gênio por trás do prédio Skyscraper.

Johnson faz um protagonista sobre-humano, mas diferente do brucutu comum e exército de um homem só, e sim o sujeito que mesmo com suas limitações, consegue se superar e saltar para um prédio de mais de cem andares em chamas unicamente porque precisa salvar o que lhe restou de felicidade.

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