[Crítica] Atividade Paranormal 2

Atividade Paranormal 2 A

Localizado em Calsbad na California, Atividade Paranormal 2 começa focando nas filmagens que Daniel (Brian Boland) faz para o seu recém nascido filho, como forma de documentar a vida da família antes do seu nascimento. O show de mostras do cotidiano absolutamente desnecessárias segue firme, com muitos detalhes em escadas, portas, porões e demais situações genéricas, pioradas ainda pela condição de um sistema de segurança, que de certa forma intensifica as possibilidades de sustos já que qualquer situação seria registrada pelos sistemas, mesmo as incessantes falhas de sistema elétrico e de iluminação.

A mesmíssima rotina de Atividade Paranormal é vista entre o casal de protagonistas, exceção feita a presença de filhos de casamentos diferentes, gerando uma óbvia química diferenciada já que ocorre o drama com a família. Logo é mostrado que Katie (Katie Fatherston) é irmã da personagem que protagonizava a anterior, Kristi (Sprague Grayden), o que ratifica a obviedade do mal agouro que se aproxima.

Como era esperado, o substituto de Oren Peli (agora produtor executivo), Tod Williams, repete os mesmos clichês do episódio original, emulando em tela os mesmos tropeços da produção, que até a escolha do cineasta, havia recebido algumas recusas. A estranha escolha pelo diretor não se faz justificada, uma vez que sua filmografia era mais focada em dramas do que em terror. A trama segue ressaltando as estranhezas que se assemelham a poltergeists, piorando as circunstâncias quando a empregada supersticiosa Martine (Vivis Cortez) é demitida, após assustar seus patrões com pequenos ritos que visavam expulsar a possibilidade de espíritos maléficos.

A aleatoriedade das cenas faz perguntar se Williams realmente seguia o roteiro de Michael R. Perry ou se um robô apertava alt tab entre imagens de estúdio, reprisadas a todo momento, como se o público não tivesse capacidade cognitiva para identificar a intensa repetição de conceito, tanto no texto quanto no visual. O enfado se torna a sensação maior do público, uma vez que não há qualquer possibilidade de surpresas ou sustos.

A tentativa de emular a realidade segue intensa, com passagens de tempo durante a fita sofrendo uma aceleração contínua para mostrar que a ação que ocorre com a família de Kristi e Katie há tanto tempo. A jovem Ali levanta uma teoria da possibilidade dos acontecimentos estranhos que ocorrem com sua madrasta, temendo pela segurança especialmente de Hunter, que é o primeiro herdeiro homem da família desde os anos 30, sendo o alvo perfeito para o sacrifício de um possível pacto satânico dos antepassados.

A obstinação em seguir filmando o azar familiar só não é maior que a pretensa facilidade em encontrar exorcistas despreparados em meio ao cotidiano. O campo de superstições faz com que o patriarca apele para uma ação mais enérgica, que sofre uma ação externa extremamente ligada a o que ocorreu com Micah no primeiro filme, trazendo a tona a vilã possuída da primeira parte, para enfim seguir com o cumprimento da questão envolvendo a maldição ligada ao sangue, impulsionando o texto que já era fraco para algo ainda pior, que geraria ainda mais filhotes bastardos.

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