[Crítica] Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma

Atividade Paranormal Dimensão 1

Começando sua história através dos flashbacks presentes na parte 3 da franquia, a partir do trecho que explorava a infância de Katie e Kristi, Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma se inicia, como a quinta parte de uma cinessérie muito rentável, tanto por seu caráter de cinema pobre em orçamento e proposta quanto pela popularidade enorme junto a público, em especial o latino-americano.

A direção de Gregory Plotkin, estreante na feitoria de filmes (não que experiência seja necessária para um alvo tão fraco) é frouxa, enquanto a desculpa para registrar os fatos por câmera sequer é explicada, como de praxe. O tempo avança décadas à frente, até 2013, onde se mostra uma família recebendo um parente que acabou de terminar um relacionamento. O tempo previsto para ele sair da casa não foi discutido, o que gera mais um motivo de discórdia inútil e genérica, para ocupar mais tempo na duração que sequer chega a 90 minutos.

A “detentora” das questões paranormais é Leila (Ivy George), uma inocente menina que é vigiada o tempo todo por seus parentes. O diferencial desta versão seria a câmera utilizada para fazer os registros, equipada para filmagens em três dimensões, fator já utilizado pelo videogame que gravava movimentações em infra-vermelho, quase igualando o recurso a este, o que demonstra que nem o pretenso aspecto que distinguiria Dimensão Fantasma consegue funcionar.

A utilização de uma criança como figura de terror parecia uma boa ideia, dando prosseguimento a questões levantadas em outros episódios da série cinematográfica, mas ainda assim não é desenvolvida bem. Carpenter, Kubrick e tantos outros mestres do terror já fizeram de infantes figuras malévolas, e ambos já foram muito melhor imitados do que neste Atividade Paranormal Dimensão Fantasma.

O filme não consegue funcionar nem como exploração fantasmagórica, nem como continuação para Marcados Pelo Mal – promessa antiga dos produtores – e muito menos como capítulo a finalizar a história, já que não amarra ponta nenhuma, nem mesmo em relação à criatura Toby, que incorre e se debruça sobre a quintologia anterior mal engendrada; nem às questões envolvendo o pequeno Hunter, Wiatt e Robbie ou a Atividade Paranormal 4. O resultado final se assemelha demais a uma versão spin-off, ainda menos ligada aos episódios anteriores que a versão latina, sendo a pior das encarnações por não conseguir atemorizar ou assustar o seu público, sendo mais uma prova cabal da decadência da franquia.