Cinema

[Crítica] Atividade Paranormal: Tóquio

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Declaradamente uma versão asiática do filme de estreia de Oren Peli, Atividade Paranormal – Tóquio se inicia momentos após o primeiro filme, com a chegada de Haruka Yamano (Noriko Aoyama), uma estudante cadeirante que fez intercâmbio em San Diego e que voltaria a sua terra, o Japão. O filme, lançado em paralelo com o segundo, teve lançamento primeiro no oriente, e mostra um curioso irmão, chamado Koichi, vivido por Koi Nakamura, cujo hobby inclui filmar toda a rotina familiar.

O grande “vilão” do spin-off é a ausência paterna, já que os jovens são praticamente abandonados pelo patriarca, mesmo com a recuperação de sua filha, que somente conseguiria voltar a andar depois de seis meses. A perda maior em comparação com o original é a completa falta de química entre os pretensos irmãos, não havendo sequer a desculpa de assistir a um casal recém-unido como atrativo para prender a atenção do público.

Toshikazu Nagae dirige o longa, que visaria o revide às muitas adaptações de terror que cruzam o mundo, entre Japão e América do Norte. Mas a ideia de revanchismo não passa da premissa e se apresenta fraca e repetitiva, com pouco a acrescentar além do original. O único aspecto realmente diferencial do filme executado no ano anterior é a utilização de uma segunda câmera, posta no quarto do rapaz, que ajuda a estabelecer uma bifurcação narrativa que se demonstra vergonhosa pela completa falta de nuances no comportamento dos personagens.

Com o passar das horas, as cenas se repetem, aparentemente só sendo filmadas para ocupar o tempo mínimo de tela para ser considerado um longa-metragem. Logo Koichi se lança em pesquisas na internet a respeito do “diabo”, um conceito não presente no ideário japonês em praticamente nenhuma das religiões conhecidas entre o povo. A solução de arranjar uma cruz para executar uma espécie de expulsão das más influências é fácil, banal e estúpida, combinando em nada com a proposta de terror comumente vista nos filmes do país.

Não há acréscimo de quase nenhum espectro de susto ou temor. Os vidros se estilhaçam sozinhos, madeiras entram em auto combustão, os corpos dos possuídos permanecem inertes, as câmeras são jogadas pelo chão. Não há perspectivas de novidade, tampouco de melhora do nível de qualidade tanto de trama quanto de direção. Ao que se assiste, é uma cópia ruim de um produto já enfraquecido, que não permite sequer atemorizar o espectador.

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Filipe Pereira

Filipe Augusto Pereira é Jornalista, Escritor, quer salvar o mundo, desde que não demore muito e é apaixonado por Cinema, Literatura, Mulheres Rock and Roll e Psicanalise, não necessariamente nessa ordem.
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