Crítica | Batman Contra o Capuz Vermelho

Batman Contra o Capuz Vermelho

DC Universe merece aplausos pela qualidade de suas animações, e Batman Contra o Capuz Vermelho não é uma exceção. O novo longa metragem é adaptado da saga escrita em 2004 por Judd Winick de mesmo nome, que pra ser bem sincero, era bem mais ou menos. Ainda bem que não é o caso desta animação. Enquanto a Marvel acerta com seus longas e falha bisonhamente com suas animações, a DC faz exatamente o contrário, exceto pelos filmes do Nolan, esses são hors concours, mas os demais…

Mas deixando os longas e falando sobre a animação em questão. Sua história é baseada na HQ “Sobre o Capuz”, como já dito anteriormente, mas também traz elementos de um clássico das histórias do Homem-Morcego, “Morte em Família”, acredito que essa fale por si só e que não seja necessária nenhuma referência sobre sua importância neste review.

A trama se passa no submundo de Gotham, onde um vigilante passa a exterminar toda a escória de criminosos da cidade usando métodos nada ortodoxos, seu nome é Capuz Vermelho e pouco se sabe de sua origem ou identidade. Batman não pode ser conivente com esses tipos em sua cidade e o em embate entre os dois se torna inevitável, porém, nem tudo sai como planejado, já que o Capuz parece estar sempre um passo a frente.

O que tanto intriga o Homem-Morcego são os métodos de combate e estilo de atuação do vigilante, que faz páreo com o próprio morcego, utilizando inclusive de técnicas muito conhecidas por ele, o que ele causa tanto espanto. Para isso, Batman terá de descobrir de onde surgiu esse misterioso vigilante e o quê o motivou a vir até Gotham. No meio disso tudo, surge o chefão do crime da cidade, Máscara Negra, que tem seus negócios impedidos pelo Capuz Vermelho e arruma um jeito de tentar eliminá-lo, além de contarmos com a presença do Coringa, que ajuda a colocar um pouco mais de anarquia nessa história toda.

A animação é produzida por Bruce Timm, responsável pela famosa série de TV do morcego dos anos 90 e é fácil notar o primor que deixa em seus trabalhos. É fácil notar um apelo bastante adulto, se comparado a série dos anos 90, o que talvez tenha sido motivado pelos filmes do Nolan, mas não podemos mencionar que essa mesma série tinha uma temática já bem acima dos desenhos da época, com um visual dark e histórias envolvendo drogas em sua trama, o que foi uma revolução e tanto para as animações da época.

Batman Contra o Capuz Vermelho traz uma narrativa bem fluída e sem furos, personagens pouco mostrados em animações, além de um trabalho técnico já conhecido por quem acompanha as animações da DC.