Crítica | Batwoman

1968, havia uma mania muito grande de exploração de historias de super heróis, a essa época a série do Batman de Adam West e Burt Wart fazia muito sucesso, e nesse sentido haviam imitações bem pitorescos do que fazia sucesso. Se na Itália, Sergio Leone, Sergio Corbucci e Sergio Sollima faziam seu Western Spaghetti, no México havia René Cardona, um diretor experiente que resolveu produzir e dirigir um filme diferenciado, La Mujer Morcielago, ou Batwoman como foi conhecido no resto do mundo, uma imitação obvia do homem morcego, protagonizado por uma mulher bonita e que anda de biquíni o tempo inteiro.

O início desta pérola do cinema trash e obscuro começa mostrando cenas do mar, uma praia hora em movimento outras estática, acompanhado de uma música instrumental orquestrada por Leo Acosta. Não demora a aparecer dois personagens genéricos, inspetores do Serviço Secreto Mexicano, situados em Acapulco, que discutem a pressão que a imprensa faz sobre eles, acusando o país de não ter segurança básica. Nesse ínterim, eles falam da tal Mulher Morcego, uma senhora imensamente rica, que dedica sua fortuna a justiça e domina todos os esportes.

Ela é vivida pela bela Maura Monti, e varia seu tempo livre entre as obrigações típicas das socialites, o combate ao crime e o treinamento contra outras mulheres que praticam luta livre. O antagonista da historia é um cientista louco, que por sua vez, rapta lutadores de luta livre – lucha libre – para roubar deles a glândula pineal, para enfim criar um homem peixe. Nada disso faz sentido e isso parece proposital, pois une o hobby da personagem principal ao intento do estranho bandido, e permite que ela se infiltre nesse metiê a fim de desbaratar mas esse ardiloso plano diabólico.

Há pouco, se não nenhum esforço para que o filme soe como algo sério. As atuações, as lutas, cenários, figurinos, tudo é muito paupérrimo, feito a toque de caixa para aproveitar uma questão de explorar um tema que estava em voga, embora os produtores e Cardona não assumam o claro plágio. Ainda assim, o fato de ser tão sem vergonha faz o filme soar divertido e galhofeiro.

Tudo que cerca o filme é bem fraco, os efeitos especiais inexistem e a caracterização dos monstros e vilões é ridícula com fantasias terríveis, assim como a solução final, envolvendo uma briga  generalizada, num ringue de Wrestler, findando a historia que o produtor e roteirista Alfredo Salazar (especialista esse em filmes com garotas com pouca roupa), e incrivelmente, por mais que tivesse problemas com direitos autorais – e por mais que também não houvesse qualquer ligação dessa Batwoman com qualquer uma das encarnações de Kathy Kane.

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