Crítica | Carnossauro

Do diretor trash Adam Simon e codirigido por Darren Moloney, Carnossauro foi lançado semanas antes de Jurassic Park,  de Steven Spielberg, e é um dos mais conhecidos mockbusters da história. Baseado no livro de John Brosnan e produzido por Roger Corman, para se valer da rebarba da bilheteria do filme de Spielberg.

O longa relata ataques misteriosos que ocorrem em lugares distintos. Paralelo a isso, biólogos e engenheiros genéticos discutem essas estranhas aparições, mas sem deixar evidente qual é a ligação com esses eventos. Durante o filme fala-se de infectados, ainda que não seja desenvolvido qualquer argumento em torno dessa infecção, além do que os homens da ciência colocam iscas humanas para testar os dinossauros, que aliás, são sanguinolentos demais, arrancando membros das vítimas a todo momento, mesmo tendo corpo visivelmente de borracha, e que causam cada vez menos impacto visual.

Não se explica a razão do roteiro insistir nesse mistério sobre o que seria tal criatura, já que todas as suas aparições são explícitas. Aliás, o tal carnossauro guarda características bem únicas pois além de crescer muito quando se alimenta, também parece ter um código moralista bem forte, uma vez que sempre ataca quem está fazendo sexo, tal qual os vilões dos filmes slasher.

Assim como os estudos do especialista Alan Grant, um dos protagonistas de Jurassic Park vivido por Sam Neill, os estudiosos de Carnossauro usam elementos de DNA de aves para manipular a genética das criaturas, mais especificamente de galinhas, a diferença é que parece que quem produziu este longa não entendeu a ideia de Grant, já que a utilização das aves acontece pela simples coincidência de dinossauros serem também ovíparos.

O confuso argumento de Simon mostra mulheres grávidas parindo dinossauros, e isso não é explicado ou explanado de maneira minimamente plausível, ao invés disso, o que se vê são cenas com efeitos visuais que beiram o ridículo, além de problemas nas escalas de tamanho dos dinossauros (eles parecem mutantes, dado que sempre mudam de estatura), ou em cenas que se utiliza de recursos em stop motion de maneira ultrapassada. Ao final, Carnossauro tem um clímax fraco, que é acompanhado de créditos finais que vem em fluxo contrário, de cima para baixo, numa tentativa de mostrar que esse é um filme contracultura, rebelde e pretensamente revolucionário, apesar de quase tudo nele ser tão mal pensado que até fica charmoso e engraçado o produto final.

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