Crítica | Eli

Eli é uma nova produção da Netflix. Assim como outros demais filmes recém lançados pelo gigante canal de streaming, é um filme de suspense/terror, cuja história já bastante batida e desgastada guarda uma ótima surpresa em seu final.

Eli (Charlie Shotwell) é um menino que sofre de uma doença bastante rara, onde o ar em que respiramos é extremamente tóxico para ele, causando queimaduras por todo seu corpo, o que faz com que ele viva literalmente dentro de uma bolha em sua casa, sem ao menos poder tocar seus pais Rose (Kelly Reilly) e Paul (Max Martini) e tão logo somos apresentados à família, sabemos que eles embarcarão para uma viagem que será a última tentativa para um tratamento que leve o menino à cura. Última tentativa, pois seus pais, desesperados, praticamente gastaram todo o dinheiro que possuíam para este tratamento com a Dra. Horn (um nome sensacional), vivida pela atriz Lily Taylor, que é pioneira no tratamento de crianças que possuem a mesma doença de Eli.

Embora Eli precise viver dentro de uma bolha, isso não significa que ele não possa sair de casa. Contudo, é preciso usar uma roupa especial, que o deixa parecido com um astronauta. É uma vida difícil, pois ele é sempre alvo de algum tipo de brincadeira de mal gosto.

A clínica da Dra. Horn fica numa enorme mansão no meio do nada, muito semelhante à do primeiro capítulo do jogo Resident Evil. A Dra. Horn possui outras duas enfermeiras que as auxiliam nos procedimentos. Embora o local seja arcaico, ele serve de moradia para todos durante as semanas de tratamento, além de ser altamente tecnológica na parte voltada à medicina.

O filme começa a deixar de ser interessante quando Eli, já em tratamento, passa a vivenciar experiências sobrenaturais e a enxergar coisas que ninguém mais consegue ver, algo que já vimos milhares de vezes na tela do cinema. O tratamento é doloroso e quanto mais afundo ele fica, maiores acabam sendo as experiências, o que deixa o menino extremamente receoso com a postura da Dra. Horn, suas enfermeiras e o tratamento, principalmente quando conhece secretamente a menina Haley (Sadie Sink), uma vizinha local, que começa a contar histórias horríveis sobre a médica.

O filme é dirigido por Ciaràn Foy, que possui certa experiência em filmes do gênero, mas sem nenhum crédito significativo, ao contrário do time de roteiristas, composto por David Chirchirillo, Ian Goldberg e Richard Naing, que possuem vasta experiência escrevendo roteiros para diversos seriados, sendo os dois últimos responsáveis pelo bom A Autópsia.

Visualmente falando, o filme não traz nenhum atrativo, exceto pela atuação do quarteto principal. Kelly Reilly, Lily Taylor e Max Martini, embora não sejam estrelas, são veteranos e possuem bastante experiência com filmes e seriados sendo que certamente o expectador já viu algo com eles em cena, mas o destaque mesmo fica para o menino Charlie Shotwell, o protagonista do longa, principalmente por conta da sensacional  reviravolta na trama, já que absolutamente ninguém está esperando o que acontece e a maneira como o filme termina, fazendo com que os roteiristas ganhem pontos fundamentais.

A parte final de Eli é seu grande trunfo, é o que tira o filme da galeria de desastres do cinema, sem contar que contém uma das mais sensacionais mortes da história do cinema e não acho que isso seja exagero, o que torna o filme obrigatório para os amantes do gênero.

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