[Crítica] Em Busca de Vingança

O novo filme de Elliot Lester acompanha a história de Roman Melnyk (Arnold Schwarzenneger), um dedicado chefe de família que vai até o aeroporto esperar seus parentes que chegarão de viagem. Enquanto aguarda, segurando seu buquê de rosas, ele recebe a notícia trágica de que um acidente ocorreu com o avião onde estavam sua filha e esposa. Com o nome brasileiro sugestivo, Em Busca de Vingança já antecipa os eventos que ocorrerão na rotina desse personagem retratado,

Logo depois, é introduzido outro personagem, Paul Bonanos (Scott McNairy), um controlador de voo que tem uma ligação com a fatalidade da aeronave, e esse nível de envolvimento é desenrolado aos poucos. Nesse momento se percebe que o filme tentará suprir duas sensações emocionais muito diferentes, através desses dois personagens, sendo a culpa depressiva de Paul e a sensação de impotência e vontade de agir de Roman.

Nas primeiras cenas de Paul percebe em sua reação ao saber do ocorrido um forte sentimento de culpa, mas tudo o que segue após isso é absolutamente ordinário. A auto-estima dele em baixa e a sensação de que poderia ter feito mais e melhor são mostradas de modo tão sensacionalista que faz perder verossimilhança nessas sequências. O começo promissor logo é deixado de lado para dar vazão a um drama mais caricatural.

O roteiro, em determinado momento se propõe a chocar seu espectador, mostrando a tal vingança dita no título. O que deveria ser um embate ideológico forte soa pueril e imaturo. Em Busca de Vingança seria um filme muito mais exitoso se assumisse o caráter de filme B desde o começo, toda a tentativa de criar sutilezas falha miseravelmente nessa condução, e sequer entrega um filme com uma violência gráfica minimamente aceitável, os mais de noventa minutos cansam o espectador, com uma proposta confusa e que não é entregue para quaisquer dos alvos que ele mira.

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