Crítica | Emoji: O Filme

Comedia baseada no modo de comunicação internético em que desenhos substituem palavras, Emoji: O Filme é uma animação de Tony Leondis. A história se passa em Textópolis, lar das tais figurinhas, narrado por Gene (T.J. Miller), um emoji que tem a estranha habilidade de mudar de face e característica, ao contrário de todos os outros habitantes do local e personagens, o problema é que essa diferença não é mostrada visualmente dentro do filme.

As piadas são fracas, em sua maioria. Leondis é um sujeito acostumado a fazer continuações de filmes famosos ou spinoffs, desde Lilo & Stich até Kung Fu Panda, e sua experiência não ajuda o filme a superar as expectativas de que esse não seria um objeto medíocre. Por incrível que pareça, esse é um produto que tem uma ambição grande, que é a de apresentar uma trama em duas frentes, com realidades paralelas que normalmente não funcionam.

O filme se vale demais de piadas com memes e com outros objetos populares na internet, como o jogo Candy Crush e aplicativos como Dropbox. A questão é que há pouco ou nenhum apelo nesses momentos. A tentativa de fazer graça com essas situações lembram a premissa de Kung Fury, embora aqui o filme não faça piada consigo mesmo como no produto de David Sandberg, ao contrário, ela é uma comédia que se enxerga como algo inteligente e moderno.

Emoji: O Filme tenta ser uma historia de amor, que fala sobre inclusão e aceitação do diferente, mas esbarra em um desenvolvimento desinteressante e repletos de momentos de absoluta vergonha alheia. Não há antagonistas interessantes ou carisma nos personagens apresentados, tudo soa extremamente genérico, até mesmo os aspectos visuais não passam do ordinário, resultando em uma comédia genérica que tenta imitar porcamente Monstros S.A.

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