Crítica | Final Fantasy VII: Advent Children

Final Fantasy VII Advent Children

Preparem as pedras. Final Fantasy VII: Advent Children, dirigido por Tetsuya Nomura e Takeshi Nozue, é um filme apenas para fãs xiitas que não aceitam sua má realização e roteiro pífio. Só tive a oportunidade de conferir o longa, tempos atrás, e minha decepção não foi pouca.

Antes de prosseguir, é necessário fazer alguns apontamentos: O filme se passa logo após o término do jogo, para ser mais preciso, dois anos depois, porém, não vemos mudanças nenhuma no mundo em questão. Um doença sem cura chamada Geostigma surge, infectando diversas pessoas. Sem grandes explicações, surgem três novos vilões que são clones do Sephiroth, que estão em busca da entidade Jenova, pois através dela conseguiriam convocar um misterioso ser chamado “Mãe”. Cloud continua com seus problemas não superados e agora infectado pela nova doença.

Sendo simplista, esse é o cenário onde se passa o filme, após os dois anos da derrota de Sephiroth, o mundo continua o mesmo, os personagens continuam com os mesmos problemas. Cloud está insuportável, já não bastasse todos os problemas e dramas psicológicos no jogo, aqui ele volta sem evolução alguma.

Não poderia deixar de citar a tentativa frustrada da Square Enix em trazer de volta Sephiroth para a grande batalha final, porque não o deixam morto e tentam emplacar um outro grande vilão? Enfim, totalmente desnecessário, só mostrou que o filme foi um grande caça-níquel para os milhares de fãs que a franquia tem espalhada pelo mundo.

O filme tem seus momentos: Lutas muito bem coreografadas abusando da computação gráfica, trilha fantástica de Nobuo Uematsu, fotografia de encher os olhos, todos os personagens da série estão de volta. Porém, as coisas param por aí, o roteiro é uma bagunça, é IMPOSSÍVEL para quem não jogou FFVII entender o que está se passando em tela, aliás, é difícil até pra quem jogou.

Apesar da animação ser magnífica, como sempre, me incomodou um pouco o design dos personagens, boa parte dos personagens masculinos estão com um visual andrógino demais até para animes. No final das contas, Final Fantasy VII: Advent Children é mais um filme descartável, que seria abominável, se não fosse pela trilha sonora de Uematsu e a qualidade técnica da animação.

Recomendado apenas para “fãs”.