Crítica | Finalmente 18

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Finalmente 18 pode ser considerado uma versão adolescente de Se Beber Não Case. Conta a história do garoto Jeff Chang (Justin Chon), que no dia de seu aniversário – e as vésperas de uma importante entrevista para a faculdade de medicina – resolve sair pra tomar uma cerveja com seu dois melhores amigos. Passando por vários bares do campus onde Jeff estuda, os três adolescentes vivem várias situações engraçadas, e que os deixam cada vez mais encrencados.

Se tratando de um roteiro criado pelos mesmos gênios de Se Beber Não Case (Jon Lucas e Scott Moore), que são conhecidos por pegar um tema clichê e exaustivamente usado no cinema e a partir disso, criar algo novo, não obteve êxito dessa vez, visto que o enredo se mostrou um pouco fraco. O filme mostra situações engraçadas mas por pouco tempo. Coisas previsíveis se mostram na cenas que se passam, sem ter o elemento surpresa para o espectador, do tipo:  levar um búfalo para uma festa de universidade e esperar que nada aconteça com ele. Você basicamente assiste 10 minutos de filme, ri durante uma cena, e já pode voltar a conversar com o colega do lado sobre o que pretende fazer no dia seguinte, por que a próxima parte interessante vai demorar a se apresentar.

Além das situações engraçadas, o filme também conta com um lado voltado para o emocional. Não só com os amigos de infância, mas com um casal que se forma e se apaixona perdidamente em apenas uma noite de aventuras (e sendo no século 21, qual a chance né gente?), o que na minha opinião, toda essa parte do mimimi amoroso quebrou o pouco que não tinha de batido no filme.

Justin Chon (“A Saga Crepúsculo”) interpretou bem o papel principal de um nerd alcançando a maioridade e aproveitando todas as regalias de 21 anos de idade em uma noite só. Skylar Astin (“A Escolha Perfeita”) fez a interpretação perfeita do amigo bom moço, que faz o tipo “quero me divertir sem deixar o bom senso de lado” e sempre se deixando levar pela paixonite que acontece em 10 minutos de conversa. E é claro que é impossível não comentar do já famoso papel festeiro non-sense de Miles Teller (“Projeto X”)  sempre levando todos pra farra e tocando um descontrole geral na noite dos três amigos.

Então, se você está procurando aquele típico filme para assistir em uma quarta-feira (e sim, pagar meia) essa é uma ótima escolha. Dá pra dar umas risadas, mas como disse, sem novidades.

Texto de autoria de Larissa Tinoco.