Crítica | Frankenweenie

Baseado em seu curta metragem homônimo de 1984, Tim Burton retorna às suas raízes no remake de um dos seus primeiros trabalhos como diretor em uma homenagem aos clássicos filmes de terror cult da história do cinema (Veja aqui).

Frankenweenie conta a história de Victor e seu cachorro Sparky, que após ser atropelado em um acidente de carro, é trazido de volta à vida pelo seu dono, que é aficionado por ciências. Desde 2005 Tim Burton não fazia mais animações em stop motion (Noiva Cadáver), porém volta com o diferencial de ser produzido inteiramente em preto e branco e

Como de praxe, a trilha sonora de Danny Elfman é certeira ao se mesclar à atmosfera sombria característica dos filmes de Burton. Por outro lado, Johnny Depp e Helena Bonham Carter não estão no elenco das vozes do filme, para surpresa de todo um público já acostumado com a presença dos mesmos em “quase” todos os filmes do diretor.

Burton se diverte com sua narrativa e as várias referências que implementa nela. Até mesmo o cinema japonês não ficou de fora das referências, sendo possível encontrar uma clara homenagem ao monstro Gamera, pertencente ao mesmo universo de Godzilla e um dos inimigos do monstro. Não apenas ele, mas a Múmia, Frankenstein, Drácula e tantos outros estão presentes para o deleite do espectador.

O character design dos personagens não precisam de comentários, eis que é um dos pontos mais fortes do trabalho de Burton. Muitos dos que estão presentes no filme já foram vistos nas outras obras do diretor, cabendo ao público reconhece-los dentre os personagens.

Frankenweenie é um filme simples, que não procura ser nada mais do que realmente é: um filme que busca a diversão em suas dezenas de referências e, por isso, acaba sendo tão bem realizado.

Texto de autoria de Pedro Lobato.