Crítica | Hare Krishna! – O Mantra, O Movimento e o Swami Que Começou Tudo

Filme comandado em trio, por John Griesser, Jean Griesser e Lauren Ross, o documentário de nome extenso Hare Krishna! – O Mantra, O Movimento e o Swami Que Começou Tudo procura traçar um pouco do perfil do líder religioso Srila Prabhupada, a fim de tentar levar a palavra de Krishna para o Ocidente, em inglês, que de certa forma é a linguagem universal do hemisfério, pela força dos Estados Unidos como produção de cultura e de tendência.

O documentário começa mostrando como a contracultura e a discussão do status quo passou a ser algo mais comum dentro da América e como Prabhupada conseguiu aos poucos se inserir nesse contexto, sem praticamente qualquer ajuda externa. Sua trajetória é muito bem sucedida, principalmente por não ter apoio de grandes empresas, governos ou de algo que o valha.

O longa também destaca o papel fundamental do ex-Beatle George Harrison, que em seus discos em carreira solo, ajudou muito a tornar popular a ideia de vida Krishna, como um bom remédio contra o pensamento belicista que tomou o mundo durante a Guerra Fria. As entrevistas a partir daí seriam mais pomposas e com mais gente assistindo o líder religioso, o patamar de popularidade mudou. A grande questão é que o documentário é esquemático demais, e quando essa e outras informações são passadas, não há tanto impacto, dado o quanto ele é conservador em seu formato.

Por mais que tente documentar de maneira universal a jornada de Srila Prabhupada, o filme acaba sendo um objeto mais de propaganda do que qualquer outra coisa, uma vez que em meio aos seus noventa minutos, não há um aprofundamento tão grande no pensamento e quaisquer dogmas que por ventura o credo tenha. Parece um filme de introdução ao pensamento, que não se importa em ser raso, ou então algo feito para os já convertidos, para quem não faz parte do culto, pouco acrescenta, apesar de obviamente se evocar uma espiritualidade para seu objeto de análise, ainda assim, Hare Krishna! – O Mantra, O Movimento e o Swami Que Começou Tudo não é tão inspirado quanto alguns documentários mais recentes, como Yoga – Arquitetura da Paz, por exemplo. Ao menos, delimita bem a postura anti-guerra de Prabhupada.

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