Crítica | Jovens Titãs: Contrato de Judas

Jovens Titãs: Contrato de Judas tem um início de filme, entre os melhores nas animações recentes do universo animado da DC, com os personagens ainda bem novos salvando uma mulher que está sendo atacada por seres monstruosos. A vítima era Estelar, que ao ser salva, beija Robin para entender seu idioma, tal qual ocorre nas HQs e até nas animações, como Jovens Titãs.

Já na linha do tempo do presente, Dick Grayson deixa de ser o Robin e passa a atuar como Asa Noturna, mas continua liderando os Titãs, ainda com uma formação parecida ao filme anterior Liga da Justiça e Jovens Titãs, que conta com Robin (Damian Wayne), Ravena, Estelar, Besouro Azul, Mutano e a nova integrante, Terra.

É um pouco estranho que o Rapaz Fera não tenha crescido tanto entre as linhas temporais, pois Logan Garfield era contemporâneo ao Robin de Dick Grayson, e  o segundo já é adulto, enquanto Mutano ainda parece criança . Talvez o DNA alienígena pudesse explicar o retardo em seu crescimento, mas segue um pouco estranho seu flerte com Terra, aparentemente ele só não cresceu para não parecer pedofilia o flerte. A situação piora, pois Mutano ainda parece um adolescente, mas Terra não, é claramente uma criança, e tudo que tange sua relação com o Exterminador é no mínimo questionável eticamente falando.

O ardil dos vilões é um pouco mal construído. O que se trata do Exterminador com Terra, faz sentido e é detalhado de modo tão adulto e  doentio quanto nos quadrinhos, mas o que envolve o Irmão Sangue soa estranho. As lutas também não empolgam muito, e ha momentos onde a animação é bem feia. O desfecho é um bocado emocionante, embora Liu não acerte tanto quanto a tradução que Os Jovens Titãs fazem da mesma saga. Ainda assim, as adaptações referentes a formação do grupo e as participações de outros heróis que não são Titãs são acertadas, embora se sinta falta de Cyborg por exemplo, mas diante da mediocridade das animações da DC feitos para o mercado de vídeo, essa se destaca positivamente, muito por conta do roteiro original, que Ernie Altbacker acerta em não mexer muito.

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