Crítica | Liga da Justiça e Jovens Titãs

Sam Liu, acostumado com as animações da DC Comics, deu à luz ao crossover sempre imaginado por fãs dos quadrinhos da editora, Liga da Justiça e os Jovens Titãs e começa seu drama mostrando a Liga enfrentando outro super grupo, a Legião do Mal. A luta termina com o demônio Azarath se apossando do corpo do Mago do Tempo, sem maiores explicações ou justificativas, e o vilão só perece graças a uma tática desobediente de Damian.

Robin é repreendido por seu mentor e pai e quando ele vai de encontro ao grupo que normalmente organiza os sidekicks de herói – Os Titãs – ele prossegue tendo problemas com as lideranças estabelecidas, em especial, Estelar. O conjunto tem também os jovens Mutano, Ravena, Bezouro Azul (Jaymito) e sofre algumas dificuldades de interação, basicamente emulando alguns produtos recentes relacionados aos X-Men, lembrando em alguns dramas X-Men Evolution, retribuindo de certa forma a referência que o grupo de mutantes teve desses vigilantes.

Em alguns pontos, o filme de 79 minutos apela para clichês terríveis, como uma trilha repleta de músicas melosas feitas para adolescentes e competições entre os participantes do grupo em vídeo games de dança. A tentativa de soar Young Adult é meio banal, e piora demais quando no meio do filme descobrem a ligação de Ravena com Azarath.

Desse momento em diante a obra tem altos e baixos, perde bastante em ritmo, com lutas um pouco sem sentido e conflitos sem muita graça. Quando finalmente ocorre o embate com a Liga o quadro muda ligeiramente e o primeiro herói que os sidekicks resgatam do transe demoníaco é o Cyborg, em uma referencia obvia a sua participação nas histórias clássicas do grupo no passado, mas ainda assim é muito pouco.

Existe uma tentativa de forçar o personagem meio humano, meio robótico no grupo, assim como a figura de Asa Noturna, em uma das cenas pré-créditos finais que mostra uma interação entre os heróis, mas ainda assim é pouco. Essa interação deveria ser consertada em Contrato de Judas, próxima animação de Sam Liu com os Titãs, agora em história solo. Como crossover o filme falha por não ter realmente uma tensão entre os heróis que rivalizam, como filme falta uma ameaça realmente real e que não apele para lugares comuns como parentescos de personagens. Falta alma, algo além de uma história genérica com os heróis mais famosos da editora.

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