[Crítica] Liga Da Justiça Sombria

Quando nem sequer os maiores heróis da Terra – Superman, Mulher Maravilha, Batman, etc – conseguem resolver uma questão que aparentemente é espiritual, um novo grupo de justiceiros deveria ser acionado. A questão é que não há uma reunião desses místicos super poderosos, até que haja um convocação feita pelo Homem-Morcego. Liga da Justiça Sombria é baseada livremente na revista homônima dos Novos 52, e mostra Constantine, Zatanna, Desafiador, Jason Blood/Etrigan, Monstro do Pântano e outros agindo juntos, a fim de resolver uma questão envolvendo seres incorpóreos.

A adaptação que o filme de Jay Oliva se propõe a fazer é a do primeiro arco da revista  da fase dos Novos 52. A mudança mais drástica é por conta do vilão, que nas HQs era a Magia (ou Enchantress, no original), e que é retirada para não se confundir com a trama do péssimo Esquadrão Suicida, de David Ayer, que acabava de receber críticas muito negativas à época. Fora essa mudança, não há muito do que reclamar em relação a fidelidade relativa ao cânone dos personagens, exceto é claro que a maioria deles é mostrada de maneira muito genérica.

Etrigan, Constantine e o Monstro do Pantano são mostrados como quaisquer outros personagens da DC Comics, sem quaisquer complexidades de identidade ou de aceitação, como normalmente são retratados nos quadrinhos. Tal fato nos faz perguntar qual a necessidade colocá-los nesse grupo denominado como dark, exceto é claro pela vulnerabilidade de Superman a ataques mágicos. O Felix Faust utilizado como antagonista também não mostra muito potencial de exploração. Os combates corporais não empolgam, tampouco decepcionam, tudo na produção soa morno.

O argumento de J. M. DeMatteis (Batman: Absolvição, Liga da Justiça Cômica) e Ernie Altbacker é genérico e a aventura não tem um clímax minimamente cativante, tudo isso aliados aos personagens que sequer causam apreço no público fazem desse Liga Justiça Sombria uma das mais descartáveis animações da DC.

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