Crítica | Mistério Da Rua 7

Vanishing on 7th Street

Imagine você acordar em uma grande cidade, completamente sozinho, o sol nasce cada dia mais tarde e se põe mais cedo, as ruas estão desertas e inabitadas, os únicos sons são sussurros ininteligíveis e a única coisa que se movimenta além de você são as sombras, sombras sem formas. Com esta trama, Brad Anderson (O Maquinista) retorna às telas, trazendo um filme de terror muito longe dos habituais. Talvez por isso tenha dividido opiniões.

A história é situada em Detroit, onde em uma noite habitual ocorre um súbito apagão que dura poucos segundos, porém, quando a energia retorna novamente, descobrimos que todas as pessoas desapareceram, deixando como único vestígio suas vestes. Misteriosamente a energia da cidade se esvai, deixando-a em uma escuridão completa e toda forma de comunicação deixa de funcionar, aparelhos eletrônicos em geral, carros, etc.

Neste cenário conhecemos algumas poucas pessoas que inexplicavelmente não sumiram como os demais, entre eles Luke (Hayden Christensen – nosso odiado Anakin Skywalker), um repórter de TV que acabou de se mudar para a cidade; Paul (John Leguizamo), um projecionista de cinema; Rosemary (Thandie Newton), uma terapeuta e James (Jacob Latimore), um garoto de 12 anos. O desenvolvimento da história e dos personagens se dá em um bar da rua 7 da cidade de Detroit, o único lugar que ainda tem luzes acesas, graças a um gerador existente no local, onde é abastecido sempre que necessário.

Mistério da Rua 7 é um conto apocalíptico ao melhor estilo Twilight Zone, deixando as respostas do que ocorreu para o espectador, sejam elas de cunho espiritual, filosófico ou até mesmo sobrenatural. A direção de Anderson faz um ótimo trabalho, sempre mesclando a escuridão com algumas poucas luzes vacilantes. O roteiro de Anthony Jaswinski ajuda na imersão do que está ocorrendo, usando de flashbacks bem cronometrados para dar um certo respiro aos espectadores. O elenco embora pequeno, está muito bem, Christensen por incrível que pareça demonstra evolução ao interpretar um personagem ambíguo e abalado emocionalmente pelas suas escolhas do passado, Thandie Newton se destaca dos demais ao interpretar uma mãe que perdeu seu filho e teria tudo para ser uma personagem histérica, o que não acontece. Enfim, o entrosamento entre os quatro ocorre de forma crível e a angústia de cada um é perfeitamente plausível.

Anderson optou por não apresentar uma solução para a trama, e os mais preguiçosos podem se incomodar com isso, pois a interpretação pode variar de cada um, já que o filme sugere várias possibilidades, incluindo entre elas a lenda envolvendo Roanoke. Mistério da Rua 7 funciona como um bom terror psicológico, utilizando um clima inquietante e sustos inteligentes. No final das contas, o filme aborda o mais antigo de todos os medos, a escuridão, seja ela no sentido literal da palavra ou não.

Imagine você acordar em uma grande cidade, completamente

sozinho, o sol nasce cada dia mais tarde e se põe mais cedo,

a cidade está inabitada, os únicos sons são sussuros

ininteligíveis e a única coisa que se movimenta além de você

são as sombras, sombras sem formas. Com esta trama, Brad

Anderson (diretor de “The Machinist”) retorna às telas,

trazendo um filme de terror muito longe dos habituais.

Talvez por isso tenha dividido opniões.

A história é situada em Detroit, onde em uma noite habitual

ocorre um apagão súbito que dura poucos segundos, porém,

quando a energia retorna novamente, todas as pessoas

desaparecem, deixando como único vestígio suas vestes.

Aparentemente, toda a população some de imediato, se

desmaterializando. Além disso, misteriosamente

Neste cenário conhecemos algumas poucas pessoas que

inexplicavelmente não sumiram como os demais, entre eles

Luke (Hayden Christensen – nosso odiado Anakin Skywalker),

um repórter de TV que acabou de se mudar; Paul (John

Leguizamo), um projecionista de cinema; Rosemary (Thandie

Newton), uma fisioterapeuta e Jacob Latimore, um garoto de

12 anos. O desenvolvimento da história e dos personagens

se dá em um bar da rua 7 da cidade de Detroit, o único lugar

que ainda tem luzes acesas, graças a um gerador existente

no local, onde é abastecido sempre que necessário.

Brad Anderson apresenta um conto apocaliptíco ao melhor

estilo “Twilight Zone”, deixando as respostas do que ocorreu

para o espectador, seja ela religiosa, filosófica ou até mesmo sobrenatural. A direção de Anderson faz um ótimo trabalho, sempre mesclando a escuridão com algumas poucas luzes vacilantes e o roteiro de Anthony Jaswinski ajuda na imersão do que está ocorrendo, usando de flashbacks bem cronometrados para dar um certo respiro aos espectadores. O elenco embora pequeno, está muito bem, Christensen por incrível que pareça demonstra evolução ao interpretar um personagem ambíguo e abalado emocionalmente pelas suas escolhas do passado, Thandie Newton se destaca dos demais ao interpretar uma mãe que perdeu seu filho e teria tudo para ser uma personagem histérica, o que não acontece. Enfim, o entrosamento entre os quatro ocorre de forma crível e a angústia de cada um é perfeitamente plausível.

Anderson optou por não apresentar uma solução para a trama, e os mais preguiçosos podem se incomodar com isso, pois a interpretação pode variar para cada pessoa, já que o filme sugere várias possibilidades, incluindo a lenda envolvendo Roanoke. Mistério da Rua 7 funciona como um bom terror psicológico, utilizando um clima inquietante e sustos inteligentes. No final das contas, o filme aborda o mais antigo de todos os medos, a escuridão, seja ela no sentido literal da palavra, ou não.