Cinema

Crítica | Morningside 5

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De Michael Tollin, o documentário Morningside 5 fala a respeito dos 25 anos do time de Morningside High Schoool, os Monarchs, classe de 1992. O filme de 2017 começa com uma conversa entre pai e filho, a respeito do sonho comum a tantas crianças, de se tornar um atleta. O adulto indaga a criança o que ela quer fazer quando crescer, quando tiver altura para pular em direção ao aro, ou algo do gênero.

Após o momento terno do inicio, o filme se foca nos motins em 1992, em Los Angeles, o basquete era um refúgio, muito por conta da fase iluminada pós Showtime do Los Angeles Lakers, mas principalmente por conta da necessidade de um refugio. Tollin estrategicamente coloca uma serie de jovens , que achavam no esporte a única forma de  alcançar o sucesso, financeiro ou de qualquer  tipo, e uma semana antes da final, Sean estava em um carro que tinha armas no banco de trás.

O filme foca na vida de Carl Franklin, o treinador, e do quinteto, States ‘Stais’ Boseman, Dwight Curry, Sean Harris, Corey Saffold, Donminic Ellison. A maior parte da exploração dos dramas pessoais dos rapazes soa desinteressante, melodramática demais, e não há tempo ou exposição suficiente da vida de cada um deles para simpatizar com suas causas, dessas certamente a mais pesada e que prende a atenção é a de Sean, que jogou num time formado por gangues antes de terminar o colegial,

As questões familiares ate causam alguma empatia, já os dramas com o entorno deles e o envolvimentos desses do entorno com drogas soa genérico, e abordar um documentário de modo hiper sentimental existe ao menos um de dois fatores, tempo de tela, ou conhecimento publico amplo da figura, e Tollin não tem nenhum desses aspectos a sua disposição.

O quadro muda ligeiramente ao ver Boseman atuando pelo Houston Rockets, desde as pré temporadas a NBA em si, ele se encaixaria fácil ali, para alem até de seu desempenho nos torneios de verão, mas ele acabou não conseguindo ir, e isso desencadeou nele uma serie de fracassos, nem terminar a faculdade ele conseguiu. Essa historia em si, é triste, e destoa do restante do filme, que não sustenta o interesse dos personagens biografados.

O valor institucional dos que formaram o Morningside 5 é bastante positivo, gasta-se um tempo considerável mostrando o pós universidade de cada um dos integrantes e como eles agiam para retribuir algo a sociedade, mas o restante da obra de Tollin não foge muito da mediocridade dos documentários esportivos, estando bem abaixo do que que se vê normalmente na ESPN Filmes ou 30 for 30.

Filipe Pereira

Filipe Augusto Pereira é Jornalista, Escritor, quer salvar o mundo, desde que não demore muito e é apaixonado por Cinema, Literatura, Mulheres Rock and Roll e Psicanalise, não necessariamente nessa ordem.
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