Cinema

Crítica | Norm

Compartilhar

Norm é um documentário da serie Sec Storied que aborda histórias dos esportes universitários dos Estados Unidos. O foco no filme de Flitz Mitchell é no técnico de basquete do Missouri, Norm Stewart e seus feitos como treinador de basquete universitário, em especial, na faculdade do Missouri, onde trabalhou por volta de 32 anos.

É engraçado o confronto de formatos dentro do film , pois ao mesmo tempo que esse episódio tem uma forma clássica de contar historia, a personalidade de Norm é forte demais para se adequar a um episódio  quadrado como normalmente são as matérias jornalísticas. A identidade de Stewart se confunde com as memórias da cidade de Columbia.

A duração de 50 e poucos minutos varia entre as épocas, desde o presente, em 2016, até a época em que ele ainda jogava basquete. Segundo Virginia, sua esposa, ele escrevia cartas muito longas e bonitas, tendo uma escrita promissora. Essa parte pessoal é um pouco enfadonha para quem não é próximo da universidade. Ha muita informação jogada, mas a maioria ajudam a compor o perfil deste homem.

A parte técnica do trabalho dele impressiona. Seus métodos eram pesados, ele jogava uma bola no chão e mandava os jogadores correrem atrás da bola, e não era incomum que ao menos um deles saísse sangrando, nesse movimento que mais parece algo voltado a Rugbi que basquete. Também se dá vazão aos números ao longo dos 38 anos de carreira e os mais de 20 títulos que conquistou. O que mais chama a atenção aqui são as bolas comemorativas e os troféus que compõem a bela decoração de seu escritório.

As partes que falam sobre as polêmicas da carreira passam muito rápido, e é que se percebe o quão chapa branca o filme é, pois não há muito aprofundamento nas questões relacionadas aos problemas de arbitragem. Até faz sentido que Norm louve o legado de seu biografado, mas é  triste como o resultado final das homenagens ao técnico se resumam a uma lembrança ao estilo montagens bregas, feito por alunos de pré escola, com direito a um final piegas, resultando em um filme que tem dificuldade em gerar interesse no publico geral na figura que o mesmo estuda.

Facebook – Página e Grupo | TwitterInstagram | Spotify.

Filipe Pereira

Filipe Augusto Pereira é Jornalista, Escritor, quer salvar o mundo, desde que não demore muito e é apaixonado por Cinema, Literatura, Mulheres Rock and Roll e Psicanalise, não necessariamente nessa ordem.
Veja mais posts do Filipe
Compartilhar