Crítica | Os Incontestáveis

Os Incontestáveis, filme de Alexandre Serafini e escrito por Saulo Ribeiro, traz a história de dois irmãos, Belmont (Fabio Mozine) e Mauricio (Will Just), que viajam pelas estradas do Espírito Santo em busca de um Maverick que já propriedade do pai dos dois. Road movie que valoriza carros antigos, começando pelo Opala 73 amarelo que os irmão dirigem ao percorrer as estradas capixabas, entre tantos outros.

Com o decorrer da história, os dois personagens se misturam à paisagem e obviamente as tramas pessoais das pessoas que eles encontram pela estrada. A partir daí começa uma troca de vivências e sentimentos muito intensa, pontuada pelos cenários áridos do interior do Espírito Santo e por uma ou outra participação especial de atores famosos, como Tonico Pereira.

Os Incontestáveis parece beber muito da fonte de outros road movies nacionais recentes, como Dromedário no Asfalto, de Gilson Vargas. A grande questão é que o roteiro até toca em assuntos espinhosos, como a exploração sexual de prostitutas, mas pouco se aprofunda nesses temas, como também pouco trabalha nos dramas dos personagens apresentados. Claramente não há muita mensagem aqui, só fórmula, sem muito conteúdo.

O filme todo foi construído para a cena final, quando finalmente o Maverick aparece. A sequência é bem fotografada, com cenários e elementos cênicos bem encaixados e uma trilha rock and roll que embala o momento. Talvez se esse fosse um curta, funcionaria bem, mas como filme, simplesmente não encaixa, uma vez que o caráter desse ponto é completamente diferente do restante da trama, parecendo no final que há dois produtos forçosamente reunidos como um só.

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