Crítica | Penetras 2: Quem Dá Mais?

Continuação de Penetras, comédia de Andrucha Waddington que fez um certo sucesso de 2012, Penetras 2: Quem Dá Mais? traz de volta o diretor e seus protagonistas globais, Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch, mas sem o êxito do primeiro. O filme traz os personagens do primeiro episódio, trazendo Marco e Beto, dois trambiqueiros discutindo sobre amizade e companheirismo, para logo depois o primeiro dar uma volta no outro.

Após o golpe de Marco, cada um dos personagens segue seu rumo, e Beto vai parar em um hospício internado pelos seus pais. Lá, ele encontra youtubers como Whinderson, PC Siqueira, Julio Cocielo e outros menos famosos, até receber uma carta, que dizia que seu amigo morreu. Logo, ele reencontra Nelson (Stepan Nercessian) e Laura (Mariana Ximenes), ex-sócios da dupla, somente para se certificarem de que o sujeito está morto.

A trama se bifurca entre dois fatos importantes, que são a visita do fantasma de Marco à cabeça demente de Beto, e a tentativa dos que sobraram dar um golpe no novo personagem, Santiago (Danton Mello). Ao contrário do primeiro, há poucos momentos realmente hilários, sobrando apenas as mesmas piadas sexistas e homofóbicas de sempre, sem ter o mesmo carisma ou qualquer coisa que o valha ou o faça assemelhar aos filmes de trapaça de Steve Martin e companhia.

Sterblitch não segura o filme sozinho, vacilando imensamente em prender a atenção do espectador, graças principalmente a direção frouxa de Waddington e ao roteiro raso. O desfecho, ao invés de parecer sacana, exala uma quantidade de covardia tremenda, trazendo a possibilidade até de uma terceira parte da trama, que dificilmente ocorrerá graças ao insucesso em bilheteria que o longa teve, sendo esse só mais uma prova de que ter atores globais como chamariz não é suficiente para garantir boa arrecadação junto ao público brasileiro.

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