Crítica | Suicide Squad: Hell To Pay

O filme de Sam Liu (Batman e Arlequina, Titãs: O Contrato de Judas, Batman – A Piada Mortal) é uma animação que faz parte do universo compartilhado pela DC Universe Animated Original Movies a partir de Liga da Justiça – Ponto de Ignição, ou seja, este Suicide Squad: Hell To Pay nada tem a ver com Batman – Assalto Em Arkham, ambientado no universo dos jogos da franquia Arkham. Aqui, Pistoleiro, Tigre de Bronze, Nevasca, Capitão Bumerangue, Arlequina e Cobra Venenosa são comissionados para tentar recuperar um objeto místico, a mando de Amanda Waller.

A historia contada é original, ao contrario de outras animações da saga, como Liga da Justiça – Guerra e Liga da Justiça Dark, também ambientada nesse universo. Curiosamente, outros vilões também estão atrás do mesmo artefato que o Esquadrão procura, e apesar dessa trama não ter nada a ver com a outra versão animada recente do mesmo grupo, o que se assiste são repetições de arquétipos e atitudes, sem nenhum cuidado em representar os vilões com qualquer personalidade, tridimensionalidades ou qualidades únicas. De certa forma, esta é uma versão moderna do que Super Amigos fazia, claro, sem o charme que o desenho da Hanna-Barbera tinha.

Quando não são repetitivas, as caracterizações beiram o bizarro, como na parte em que Maxum Steel (que é o alvo do grupo, segundo um pedido de Waller) descreve parte de suas desventuras no passado, quando ainda era o vigilante Doutor Destino. Mostrado em trajes sumários, a câmera passa de maneira incômoda por suas curvas semi-nuas. Tal situação soa estranha, ainda mais dado o público-alvo principal do filme. Ao final, o longa passa a ser extremamente violento, fato que ajuda a fomentar seu caráter de produto para pessoas mais velhas, ainda que na maior parte dos momentos soe bastante exagerado.

O roteiro de Alan Burnett até tenta trazer alguma importância para os fatos ocorridos em tela, e quando se teme pelo destino dos personagens, certamente o mérito é dele, um roteirista acostumado a obras do antigo DCAU (DC Animated Universe). Mas como a base para essas questões não é muito bem fundamentada, não há muito como esperar algo que fuja muito do comum aqui, visto que não se trabalha minimamente para causar empatia da parte do público nesta animação.

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