Crítica | Torre: Um Dia Brilhante

Jagoda Szelc traz uma história familiar complexa e cheia de reviravoltas em Torre: Um Dia Brilhante, filme polonês que começa com uma tomada aérea, documentando de certa forma a viagem de pessoas à área rural onde haverá uma reunião familiar. A trama gira em torno, principalmente, de Mula (Ana Krotoska), que mora com o marido e com a filha adotiva Nina (Laila Hennessy). A menina fará sua primeira comunhão. A visita da família, em especial de sua irmã mais nova Kaja (Małgorzata Szczerbowska) estremece as relações, já que ela é a mãe biológica de Nini.

Os conflitos e demais fatos se desenrolam lentamente, mesmo entre Mula e Kaja. Quando as duas são postas em tela se percebe uma tensão e nervosismo, revelando uma vontade de explodir de ambas mulheres, e os parentes que não tem nada a ver com isso, assistem passivos a essa guerra não declarada, entre refeições, conversas amenas, passeios no parque e idas à igreja.

A parte lúdica varia entre cenas que são claramente fantasiosas com as crianças brincando, e em outras em que o terror de impera sobre o imaginário dos familiares. Esses momentos de horror fazem menção as brigas que ocorrem ou que quase ocorrem. Mula sente que tem sentimentos de paranoia, e assume que precisa de ajuda, em um belo desempenho de Krotoska.

Todo e qualquer evento que ocorre com as pessoas que cercam Mula e com a própria parecem despistes, momentos de distração para o mal que se aproxima. O destino que espera a personagem faz menção a chegada de algo mal, e serve de paralelo inclusive com o apocalipse. Torre: Um Dia Brilhante termina pessimista, prevendo que uma tragédia poderia acometer sobre a família, sendo o destino dessa tal tragédia ainda desconhecido.

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