Crítica | Um Faz de Conta Que Acontece

Longa em live action da Disney, Um Faz de Conta que Acontece é uma historia lúdica, sobre o jovem Skeeter Brosnon, o filho de uma familia cujo pai Marty é bem amoroso e atencioso, um belo contador de histórias feito por Marty Prince. Com o tempo, o garoto cresce, sua realidade muda, uma vez que adulto ele não consegue repetir os bins feitos de seu, trabalhando como faz tudo do hotel que seu pai ja foi dono. Nesta fase, ele é interpretado por Adam Sandler, e ele tem esse trabalho basicamente por pena, além disso, ele tem uma irmã, da qual é um pouco distante.

Sandler ganhou uma fama de ator de filmes péssimos, muito gracas ao que sua produtora a Happy Madison costuma produzir, os populares “filmes de Adam Sandler” normalmente mostram o personagem do ator agindo como um idiota, que de repente se vê aprendendo uma lição ou recebendo uma mensagem transcental, que o faz encontrar sua real essência e o faz se tornar sedutor para belas mulheres. O curioso, é que o filme de Adam Shankman se utiliza desse signos, mas tem uma qualidade que o diferencia desses outros.

Shankman tem tradição em trabalhar com musicais, em Hairspray – Em Busca da Fama ele já havia mostrado isso, mesmo depois de Um Faz de Conta Que Acontece ele conseguiu outros filmes legais, cuja carga emocional se faz muito presente, seja em Rock of Ages – O Filme ou no seriado  Glee, e essa experiência serve muito bem a história de Skeeter, sobretudo pela química que o sujeito tem com os seus sobrinhos. Mesmo que o elenco adulto seja irritante (principalmente pela participação de Richard Griffiths e Russell Brand), as crianças Jonathan Morgan Heit e Laura Ann Kesling fazem o encanto do filme sobressair, enquanto ouvem as historias fantasiosas do seu tio, cuja criatividade é tão nula que ele basicamente repete os fatos de seu dia ali. A mágica começa a partir do acréscimo deles, e faz com que o sujeito ascenda a novas posições na disputa por uma promoção em seu trabalho.

Mesmo com a face de bobo alegre, muito repetida, a forma como o roteiro de Matt Lopez e Tim Herlihy faz toda a fantasia fazer sentido, mesmo quando os amigos do astro aparecem. Rob Schneider tem talvez a participação mais acertada dos últimos anos em filmes de Sandler, seu momento é bem comedido, assim como os dos outros “empregados” da Happy Madison.

A trajetória de Skeeter tem uma evolução, que ocorre principalmente pelo medo de repetir os erros de seu pai, e gradualmente a historia lida com questões pesadas, como divorcio, ainda que não deixe de lado a abordagem ao estilo dos estúdios Disney. Mesmo com personagens bidimensionais, principalmente no quesito opositores, é natural que em uma história tão repleta de arquétipos eles sejam assim, pois este é um filme que toma emprestado elementos dos contos de fadas e filmes de princesa. Apesar de cafona a vingança de Skeeter é bem feita, e em mio a tantos filmes com a mesma formula, Um Faz de Conta Que Acontece se destaca por sua docilidade e por não apelar tanto para os clichês das comedias de seu ator principal.

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