Homem-Formiga | Edgar Wright comenta sua saída da direção

“Acho que fui inspirado principalmente por diretores que persistiram em marcar seu próprio estilo e demonstrar sua visão de cinema, me sinto assim por Quentin Tarantino ou Wes Anderson. Grande Hotel Budapeste foi o oitavo filme e o maior hit de Wes Anderson. Se você olhar só pra sinopse parece a coisa mais esotérica e idiossincrática do mundo, mas foi sucesso no mundo todo”, começou explicando o diretor em mais recente entrevista ao podcast da Variety.

Mas por mais inesperado que fosse, enquanto o diretor comentava seu desapontamento em relação a má recepção de Scott Pilgrim Contra o Mundo, o Wright acabou comentando sobre sua triste e difícil partida da produção do Homem-Formiga, um projeto que ele havia sonhado, e que eventualmente teve que deixar a cadeira da direção.

“A resposta mais diplomática que eu posso dar sobre isso é que eu queria fazer um filme da Marvel e eu acho que a Marvel não queria muito um filme do Edgar Wright. Eu fiz o roteiro e ia dirigir, e eles queriam fazer o panorama geral sem a minha participação. Considerando que eu escrevi todos os meus outros filmes, foi uma decisão que não consegui engolir. Depois disso acabei virando um diretor contratado, você acaba se apegando muito menos emocionalmente e conforme o tempo vai passando você acaba se perguntando o que está fazendo ali”.

Ele esperava que o sucesso de algo como o Homem-Formiga conseguisse abrir espaço para que ele conseguisse apoio suficiente para um projeto dos sonhos como seu filme mais recente, Baby Driver. E mesmo sem o citado ele ainda conseguiu seguir em frente com seu audacioso projeto musical/perseguição de carro feito por um grande estúdio, e felizmente, mantendo seu elenco devoto (que abandonou o elenco de Homem-Formiga em solidariedade).

“Eu acredito que eu sou o protagonista de Baby Driver, que é completamente movido a música. Isso é algo universal, pessoas usam música como motivação e inspiração, eu tenho que ouvir música pra andar, pra dirigir, pra trabalhar, limpar a casa. Eu tenho que agradecer aqui à Kirsten Lane, que fez uma curadoria das 35 músicas que acabaram no filme”.

Esse talvez seja sempre o maior “o que seria se…” na história da Marvel nos cinemas, acaba que sempre no fim das contas se trata apenas de negócios, seja pra um lado ou pros dois. Pelo menos ele conseguiu seguir em frente com um projeto grande mesmo sem o reconhecimento por um trabalho que ele mesmo pensava que era necessário.

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