A Múmia | Diretor explica os futuros crossovers dos monstros da Universal

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Após o lançamento do interessante trailer do remake A Múmia estrelando Tom Cruise.  O diretor do longa, Alex Kurtzman, deixou uma série de dúvidas sobre o universo cinematográfico de monstros da universal com o novo filme. O repórter Steve Weintraub teve a chance de sentar com Kurtzman e mais alguns jornalistas e responder alguamas perguntas sobre o que está acontecendo na Universal. Alguns trechos da entrevista podem conter spoilers!

Como puderam ver Russell Crowe apareceu no teaser e trailer como o Dr. Henry Jekyll. Assumimos a partir daí que talvez seja a primeira palhinha de possíveis crossovers entre os filmes. Já seguem rumores por aí que Javier Bardem interpretará o monstro de Frankenstein e o ator Johnny Depp será o Homem Invisível. O que não temos certeza é de como Jekyll terá qualquer tipo de papel dentro desse mesmo filme, ou o que vai acontecer agora com o filme do Drácula estrelado por Luke Evans. Kurtzman disse que mesmo ciente que a audiência está preocupada com a interligação de monstros nesses filmes, não quer dizer necessariamente que os próprios filmes iram esclarecer essas dúvidas. O diretor comentou:

“Eu me sinto mais satisfeito como espectador, quando penso que eu tenho um segredo e que por enquanto ninguém mais sabe dele. Matrix é um ótimo exemplo disso sabe? No fim do primeiro filme você não faz ideia do que vai se seguir a partir dali por ser uma aventura muito particular. Isso foi meio que bem discutido entre a produção. Sobre o universo compartilhado eu acredito que a única maneira que você consegue construir um universo é começar não tentando fazer isso. A única forma de você chegar nesse ponto e deixar que o seu público te permita esse tipo de interação. Quer dizer, você tem que fazer bons filmes individuais primeiro. A audiência tem que se apegar a esses filmes e personagens primeiro, desenvolvida de maneira orgânica pra traze-los juntos de alguma maneira. Mas não dá pra começar com “Vamo colocar tudo junto de uma vez!” 

E o diretor ainda completou :

“As pessoas esquecem que os monstros da Universal foram o primeiro universo compartilhado no cinema. Começou com Frankenstein e o Lobisomem, acredito. E essa foi a primeira vez que os colocaram juntos e foi o pontapé pra futuras narrativas interligando monstros, mas que só aconteceu porque Frankenstein foi um filme bem sucedido diversas vezes, resultando suas próprias sequencias. O mesmo ocorreu com o Lobisomem, isso fez com que na época a Universal chegasse num ponto que eles não tinha mais o que fazer com os personagens além de colocar todos juntos.”

E é aí que o Dr. Jekyll entra. Aparentemente eles vão construir uma espécie de antagonismo entre o personagem de Tom Cruise e o de Crowe. Sobre a decisão de colocar o médico ele ainda adiciona:

“Estou ainda procurando descobrir como colocar a múmia num contexto maior, desenvolvendo uma organização que na verdade vem lidando com monstros há muito mais tempo do que parece, e pareceu claro que precisávamos que o mesmo tivesse um rosto que mostrasse o tipo de tom que queríamos que essa mesma organização tivesse. O passo seguinte foi considerar Joe Mcgillicuddy, ou simplesmente considerar outro personagem que parecesse mais orgânico. Conversei muito com Cruise sobre isso. Se fossemos trazer Jekyll, como traze-lo sem que parecesse desnecessário!? E parte do personagem de Cruise é que justifica a presença de Jekyll na trama, como uma espécie de guia para o personagem entender a própria múmia e como esses monstros viveram por tanto tempo nas sombras.”

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No mais, o diretor confirmou interesse em adicionar no futuro o Monstro da Lagoa Negra para esse universo compartilhado, que é o mais subestimado monstro de todos todos todos, além de ter sugerido que o Drácula de Luke Evans não é mais canônico dentro dessa nova empreitada do estúdio, situação parecida com a trilogia do Batman dirigida por Christopher Nolan, que não é canônico dentro do universo DC pós Homem de Aço.

Fonte: Collider