Tura Satana | Atriz e ícone cult acaba de ganhar documentário

Em 1965 você pode lembrar de atrizes que marcaram época como ícones no cinema como Audrey Hepburn, Jane Rusell, Joanne Woodward, Marilyn Monroe e tantas outras. Mas no coração cult de todo mundo existe uma estrela de um filme só, a inesquecível atriz Tura Satana que atuou no cult de 1965 dirigido por Russ Meyer, Faster, Pussycat! Kill! Kill!, e essa mesma atriz acabou de conseguir completar seu desejo em leito de morte, fazer um documentário sobre sua vida.

O diretor Cody Jarrett lançou, com a ajuda de amigos e familiares da atriz, uma campanha de Kickstarter há 30 dias que conta com entrevistas e apoio de pessoas como John Waters, Dita Von Teese, Patton Oswalt e a filha de Bruce Lee, Shannon Lee, falando durante o documentário sobre a atriz.

Satana era muito mais que berros histéricos e lápis de olho com franja. Nascida no Japão, se mudou para o campo de relocação Japonesa em Manzanar, Califórnia. Satana também foi vítima de estupro por motivos raciais antes mesmo de completar 10 anos de idade. Em entrevista ela mesma admitiu ter rastreado os estupradores anos depois em busca de vingança, no estilo Kill Bill.

“Eu fiz um voto a mim mesma que um dia, de alguma forma eu ia pegar todos eles”, disse ela em entrevista ao The Guardian. “Eles não souberam quem eu era até o momento em que eu contei pra eles”.

Satana se recusou a deixar o que aconteceu definir o que ela era, se tornando uma dançarina burlesca de sucesso aos 15 anos (usando documentos falsos). Além do filme supracitado, Satana apareceu em filmes como Irma La Dulce e estrelou o longa Astro Zombies de 1968. A atriz e dançarina, infelizmente, faleceu em 2011, aos 72 anos e vítima de insuficiência cardíaca.

Na madrugada de hoje o projeto conseguiu atingir e passar o valor de 50 mil dólares para custear toda a estrutura, edição, custos de viagem e entrevistas para produzir o documentário da atriz, e segundo os próprios realizadores e a filha da atriz, esse foi o único desejo que a atriz constantemente repetia durante suas últimas horas, pelo menos essa história acabou bem, contudo, o documentário ainda tem data de lançamento.

Aos que querem conhecer o trabalho da atriz, esta é uma ótima oportunidade para se debruçar sobre sua filmografia. Além disso,  os amigos do Podtrash fizeram um ótimo podcast sobremuito bom sobre Faster, Pussycat! Kill! Kill!.