[Review] Dragon Quest IV

Dragon Quest IV inaugura uma nova saga na franquia. Nos três primeiros jogos, vivenciamos a história do lendário herói Erdrick/Roto e de seus descendentes. Agora, iremos acompanhar a história de vários personagens que, de início, não têm ligação alguma. Ao longo da narrativa, seus caminhos irão se encontrar.

A estrutura do jogo é muito interessante. Ele é dividido em capítulos, cada um focando em um personagem distinto. Em cada um, existem particularidades no estilo em que a narrativa se desenrola, dando bastante personalidade a cada um. Apesar das histórias seguirem a simplicidade costumeira da franquia, é suficientemente interessante para gerar muito carisma.

O jogo foi originalmente lançado no NES. Posteriormente, ganhou remakes no Playstation e Nintendo DS. Esta versão do DS foi adaptada para dispositivos móveis iOS e Android. Este review terá como base a versão para Android.

O sistema de batalha tem a mesma base dos jogos anteriores, desenvolvendo-se em turnos. Os personagens já possuem classes definidas, cada um evoluindo de maneira diferente seus atributos e habilidades. Há uma enorme variedade de equipamentos, sendo estes tão importantes quanto subir de nível. Os inimigos possuem diversas animações de ataque, o que enriquece bastante a experiência.

A parte visual deste remake é parecida com aquela adotada em Dragon Quest VII: personagens em 2D, cenários em 3D, sendo possível girar a câmera em 360º na maioria dos lugares. Apesar da baixa resolução, o jogo é bonito. A versão original de NES se manteve praticamente igual aos três jogos anteriores.

Só é possível utilizar 4 personagens nas batalhas. Porém, em momentos específicos, você poderá alterná-los durante a batalha, facilitando bastante algumas lutas. Mas não se iluda, o maldito grinding continua necessário, tanto quanto buscar armas e armaduras de qualidade.

O novo formato narrativo permitiu criar personagens únicos e muito mais carismáticos, o que se manterá nos títulos futuros. Isso enriquece bastante a mitologia da série e dá ainda mais identidade. Tanto que será um dos maiores fan services dos Dragon Quest Heroes. Durante a jornada, é possível conversar com os personagens do grupo para saber o que estão pensando e, eventualmente, receber alguma dica sobre o que fazer a seguir.

O mundo é bem vasto, com muitas cidades e locais para se aventurar. Não existe uma linearidade grande, é possível explorar o mundo com bastante liberdade. O ciclo de dia e noite se manteve, e determinados eventos só acontecem em determinado horário.

Dragon Quest IV se mostrou um jogo mais equilibrado, um pouco mais fácil que os anteriores e mais divertido. Há poucos trechos frustrantes, permitindo que o jogador se mantenha interessado até finalizar a aventura. O final é muito simples, nada mirabolante, tal como os jogos anteriores, porém a sensação de “dever cumprido” é satisfatória e faz tudo valer a pena. São dezenas de horas bem divertidas, especialmente aos fãs de RPGs mais tradicionais. Jogar em plataformas móveis pode melhorar ainda mais a experiência, a versão de Android permite salvar o jogo em praticamente qualquer lugar, tornando possível jogatinas rápidas. Mais um excelente Dragon Quest.

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