Review | Serious Sam 3: Before First Encounter

Em 2000, a Croteam inaugurava uma nova franquia de FPS (first person shooter): Serious Sam. Protagonizada por um (anti)herói fanfarrão e badass, tinha como proposta uma ação frenética e direta, com toneladas de inimigos para matar. A história envolve alienígenas e o Egito, mas, sinceramente, não é importante.

Após o primeiro game (First Encounter), a Croteam lançou Secound Encounter, com a mesma proposta e mesma jogabilidade. Após alguns outros títulos lançados inclusive por produtoras independentes, foi relançado os dois primeiros jogos em versão HD, com melhora significativa nos gráficos.

Finalmente, em 2011, após atualizarem a engine utilizada nas versões HD, é lançado Serious Sam 3: Before First Encounter (BFE), um prelúdio da história.

Atualização

Serious Sam foi nitidamente influenciado por Duke Nukem, valendo-se de frases debochadas o tempo todo. Inclusive a aparência de Sam, no início, lembrava MUITO o Sr. Nukem, o que posteriormente mudou.

Este novo episódio da franquia é um bom exemplo de atualização. A Croteam pegou toda a essência dos jogos antecessores e trouxe novamente para o BFE. Inimigos e armas tiveram seus designs atualizados, e novos foram acrescentados.

A impressão é de jogar os primeiros jogos com uma roupagem mais atual.

Gráficos

Sem dúvidas, melhoraram bastante. A Serious Engine 3, utilizada nas versões HD, foi atualizada para 3.5, mantendo as características da franquia e aumentando a qualidade. Destaque para a iluminação, que é muito realista.

Uma das marcas registradas de Serious Sam é o gore intenso. O sangue pinta o cenário, e os pedaços dos monstros enfeitam a paisagem. Não é raro o sangue tingir suas armas de vermelho.

Os inimigos já conhecidos foram reformulados, mantendo a bizarrice com um design bem mais legal. As armas também ganharam uma nova roupagem. A Croteam acertou na parte do design.

Os cenários continuam amplos, agora mais detalhados e mais quebradiços. Porém, algumas texturas estão em baixa qualidade, e partes do cenário, como as palmeiras, não são sólidas, sendo possível atravessa-las. Nada que incomode muito e comprometa a diversão. De uma forma geral, a ambientação ficou muito boa.

Um elemento muito presente no BFE é a poeira. Isso sim incomoda. Ok, o jogo ficou mais realista, mas às vezes ela aparece de forma exagerada em situações que não deveria. Ela é um obstáculo interessante que aumenta a dificuldade, mas em certas ocasiões, não deveria sair tanta poeira assim. Tudo é uma questão de saber dosar. Neste ponto, a Croteam exagerou um pouco.

Jogabilidade: No Cover. All Man.

Tiros, tiros, marretadas, tiros, explosões e mais tiros. Toda a essência que popularizou Serious Sam está de volta, e com algumas melhorias.

Primeiro destaque: Sam pode correr! Sim, por algum motivo, Sam não corria nos jogos anteriores. Agora isso é possível. Mas o herói não pode atirar enquanto corre, semelhante aos FPS mais modernos.

Além de correr, Sam pode usar suas mãos como armas, torcendo pescoços, arrancando olhos, dentre outras delicadezas. Essas ações podem ser usadas em forma de quick-time events, quando aparecer a palavra MELEE na tela. É uma ação muito útil para matar alguns inimigos rapidamente.

O arsenal de armas continua vasto, e não há limite na quantidade a ser carregada. Sam poderá utilizar todo o arsenal disponível a qualquer hora, em qualquer lugar, desde que tenha munição. Caso contrário, seria impossível dar conta das toneladas de inimgos.

Ainda existe a opção de câmera em terceira pessoa, mas não é tão útil.

Seguindo a linha dos antecessores, BFE é uma sucessão de arenas onde dezenas de inimigos irão ao seu encontro de uma só vez. Atirar é preciso, mas um mínimo de tática também o é. Usar as armas corretas nos melhores momentos e monitorar a quantidade de munição disponível são procedimentos fundamentais para o sucesso.

Para uma experiência diferente, vale a pena se aventurar nos modos multiplayer, tanto versus quanto cooperativo, dentre eles Survival, Deathmatch e Co-Op para passar das fases.

Som

Semelhante a Duke Nukem, Sam fala o tempo todo no melhor estilo “herói brucutu dos anos 80”. A voz é a mesma dos primeiros jogos. Inclusive dá a impressão de que reaproveitaram diversos áudios, tanto de Sam quanto dos inimigos e armas. A dublagem é de um camarada chamado John J. Dick, que faz uma voz meio redneck que combina bastante com o personagem.

Alguns inimigos possuem barulhos peculiares, o que facilita na localização e identificação. Artifício este utilizado no Left 4 Dead.

As músicas também são muito legais, alternando entre o heavy metal e temas coerentes à ambientação do jogo. A playlist do jogo é muito pequena, mas não enjoa.

Conclusão

Quem curtiu o First e Second Encounter vai gostar do BFE. A Croteam atualizou a franquia de maneira satisfatória. O nível de desafio continua alto, e a diversão é garantida. Um jogo simples que cumpre sua proposta.

Para ter uma prévia do jogo, vale muito a pena assistir aos ótimos trailers promocionais.