Review | The Legend of Zelda: Phantom Hourglass

Nosso herói Link navegava com Tetra (Zelda?) e seus amigos em busca de um suposto Navio Fantasma. Para a surpresa da tripulação, o famigerado Navio aparece. Eles chegam perto no navio e Tetra decide entrar em busca de tesouros. Porém, ao pisar no sinistro navio, este começa a se mover para ir embora. Link tenta se agarrar ao navio, mas cai na água. Ele acorda em uma ilha desconhecida após ter um sonho com Tetra pedindo socorro. Ao abrir os olhos, Link se depara com a fada Ciela, que o ajudará em sua busca. A partir daí, Link correrá atrás de pistas para encontrar o navio e salvar seus amigos. Tanto o visual cartunesco quanto a ambientação de ilhas remete ao título lançado anteriormente, Wind Waker, até porque é uma continuação direta daquela história.

The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, lançado exclusivamente no Nintendo DS em 2007, aproveitou a tecnologia do console portátil para apostar em uma jogabilidade 100% touchscreen. Para movimentar o herói Link, basta tocar a tela que ele seguirá naquela direção. Quando mais afastado do centro da tela você tocar, mais rápido Link andará. Os ataques podem ser executados com simples toques nos inimigos ou fazendo linhas na tela para ataques imediatos. Tudo muito intuitivo e eficiente, mas há problemas.

Por vezes, acabamos executando comandos não desejados. O fato de utilizarmos o mesmo objeto para efetuar os toques na tela poderá tirar a agilidade dos comandos. Na jogabilidade tradicional, utilizando botões, é muito mais simples atacar e usar itens enquanto movimenta o personagem. Nos comandos de toque, você deverá fazer apenas um por vez, terá que parar de se movimentar para efetuar o movimento de ataque, e algumas vezes não é tão eficaz. Ao utilizar armas secundárias, o problema aumenta, tudo fica ainda mais travado.

Essa limitação em executar comandos simultâneos prejudica a dinâmica dos combates. É claro que o jogo foi desenvolvido pensando nessa limitação, e o fez muito bem, mas não elimina alguns momentos frustrantes. Já a parte de exploração de cenários e resolução dos quebra-cabeças não há muito o que criticar, os comandos de toque são muito agradáveis. Mesmo não havendo grandes dificuldades, os enigmas são divertidos e criativos.

Não bastasse os comandos na tela de toque, tal recurso será utilizado à exaustão. Isso porque você terá os mapas dos locais visitados, e neles poderá fazer rabiscos para marcar coisas importantes. Diversas resoluções de enigmas utilizarão esse recurso de fazer traços no mapa ou mesmo desenhar o contorno da ilha visitada. Apesar do excesso, é divertido de fazer.

E claro, as famosas dungeons estão mais presentes do que nunca. São diversos locais cheios de enigmas para decifrar, muitos deles utilizando desenhos. Por vezes o jogo reaproveita determinadas dungeons, obrigando o jogador a repetir parte delas para acessar novas áreas, e isso se torna cansativo na reta final. Os momentos de navegação também são chatos, onde devemos traçar a rota do navio no mapa e deixar ele seguir sozinho. Enquanto o barco segue, estamos limitados apenas a disparar o canhão ou saltar sobre obstáculos. É possível redefinir a rota, mas esta não é a forma mais eficaz de conduzir um barco nos videogames.

Definitivamente, este não é o melhor título para conhecer a franquia. O estilo de jogabilidade é bem diferente, e por mais que funcione bem na exploração e nos quebra-cabeças, deixa a desejar no combate. Por fugir da jogabilidade tradicional, poderá desagradar ou cansar algumas pessoas. O jogo tem suas qualidades, tentou inovar e pode garantir boas horas de diversão, uma pena que fique cansativo na reta final.

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