Review | Universe Sandbox

Você é fã do Carl Sagan, mas nunca teve coragem ou capacidade de levar a astronomia, ou astrofísica adiante, mesmo assim continua curioso sobre o assunto, então esse é provavelmente um simulador que vai lhe agradar.

Universe Sandbox, ele propõe exatamente o que diz o título, uma caixa de areia gigante, com materiais como estrelas, cometas, asteroides, planetas, galáxias. Com todos esse pequeninos objetos em mãos, você pode fazer o que você bem entender. Desde observar a maravilha da Via Láctea se chocar com Andrômeda. Soltar um pulso de luz da terra, com o modo de jogo em tempo real, e observar esse pulso chegar em cada um dos planetas do sistema solar e o tempo que demoraria isso, e claro adiantar a velocidade, e ver o mesmo pulso de luz, nas bordas da nossa galaxia, alguns milhares de anos depois. Além de colocar a terra do lado de Jupiter, do lado do sol e do lado da VY Canis. Apesar que eu não sei se lado, nesse caso é a melhor palavra, mas enfim, deu pra entender o que eu quis dizer.

No fim das contas, Universe Sandbox, é mais um simulador de gravidade do que qualquer outra coisa. E nisso, do ponto de vista leigo e recreativo, ele é bem interessante. Ao criar um sistema solar por exemplo, você pode acompanhar o rastro dos planetas e da própria estrela orbitando, além de fazer algumas maluquices, que planetas são estilingados pela força gravitacional. Ainda sobre as órbitas, o sistema é bastante complexo, tudo depende das suas aspirações. Uma das coisas que sempre lembro é que mercúrio, tem uma órbita excêntrica, apesar de não saber exatamente o que isso significa. Então lá fui eu colocar uma órbita bastante excêntrica à Mercúrio, no meu novíssimo sistema solar.

Agora, já que eu citei lá no inicio, sobre uma colisão de galáxias, que é algo no mínimo colossal, colisão de planetas e sóis deve ser ainda melhor, certo?

Um vídeo do que eu esperava da colisão, pra ilustrar.

Errado, esse é o ponto mais decepcionante de Universe Sandbox. Uma das primeiras coisas que fiz, foi colocar 2 sóis, pra se baterem de frente, já estava esperando um show daqueles. E nada disso, eles apenas se fundem num outro sól, com o dobro de massa e um diametro um pouco maior. E isso se repete com todos os objetos que se colidem, sejam planetas, sóis, o que for, o único que gera, algumas partículas na superfície depois de uma colisão, são os asteroides, mas nada que se diga, nossa, que coisa mais legal do mundo.

O ótimo jogo Osmos ilustra bem a colisão entre objetos

Claro que toda essa simulação gravitacional, aliados a bons graficos em 3d (apesar de simples) tem um custo. E o custo é processamento. Ou seja, muitas das ações mais complexas do simulador, podem se tornar lentas, mesmo em computadores potentes.

Se você se interessou, acho que vale conferir esse simulador independente desenvolvido por Dan Dixon, o site é http://universesandbox.com/, eles oferecem um demo totalmente funcional, para experimentar por 1 hora. E também tem uma versão gratuita mais simples. No próprio site, também tem um monte de vídeos, imagens, tutorais sobre o jogo. Que inclusive, acompanham o próprio simulador.

Eu no fim das contas, percebi que apesar de gostar de Universe Sandbox, o que eu realmente achava mais interessante, era ver o resultado final, de alguma coisa feita por lá e não o processo a se fazer, portanto é um daqueles casos, em que pra mim é mais legal ver os vídeos dos feitos no youtube, do que jogar propriamente. Portanto, confira o vídeo da Via Láctea se chocando com Andrômeda, que foi o que me fisgou para conhecer o jogo.