Review | Evoland

Inúmeros jogos indie recorrem aos gráficos e estilo retro para driblar  a limitação financeira. Evoland usou e abusou desse recurso para fazer uma grande homenagem à história dos RPGs, apostando na simplicidade e criatividade. A ideia é excelente e a intenção muito boa. Mas a realização não foi satisfatória.

É claro que não podemos exigir jogos grandiosos de estúdios pequenos. As grandes obras nesse meio são exceções que, por terem qualidade acima da média, acabam ganhando destaque e servindo de referência para comparações. Porém, temos neste jogo uma ótima ideia que, infelizmente, foi desperdiçada.

O jogo começa com gráficos bem pixelados, em preto e branco e música típica dos consoles 8-bits. No decorrer do jogo, ganha-se cores, música de maior qualidade, gráficos em alta resolução e mudanças na jogabilidade. O modo de luta muda constantemente, indo das batalhas aleatórias de Final Fantasy à pancadaria em tempo real de Diablo e Zelda. O game arrisca alguns gráficos em 3D, que são extremamente simples, mas funcionam dentro do contexto.

Não há muito o que se falar da história: salvar o mundo de um grande vilão. Aliás, o jogo é curtíssimo, com menos de 2 horas. E termina de forma abrupta, trazendo uma sensação de que faltou alguma coisa. Mesmo assim, não é divertido o suficiente para termina-lo em uma tacada só, pois algumas dungeons são muito chatas. O que realmente prende o jogador são as inúmeras referências aos grandes clássicos dos RPGs, que, de longe, é o ponto forte.

Este é um daqueles jogos que gostaríamos de amar, porém não é possível. Talvez com um pouco mais de verba a produtora teria criado algo mais satisfatório, mas o resultado foi um joguinho simpático que vale a pena ser comprado em uma boa promoção, e que será lembrado apenas pela ideia.

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