Review | Red Dead Redemption

Red Dead Redemption é um sandbox western desenvolvido pela já experiente nesse estilo de jogo RockStar Games, lançado para as plataformas Xbox 360 e PS3 – deixando de fora o PC, deixando muitas pessoas com raiva por não poder jogar este tão falado jogo.

Sendo o segundo jogo da franquia Red Dead, mas muito mais conhecido do que o seu antecessor Red Dead Revolver, que inclusive é um bom jogo também mas nada comparado ao Redemption. Mas não ache que é necessário jogar o Revolver para conseguir entender o enredo do Redemption, pois são histórias paralelas.

O jogo se passa no início do século XX com o personagem John Marston saindo de uma cidade acompanhado de dois homens-da-lei, a priori você não entende muito bem o porque disso estar acontecendo, não irei explicar pois você só tem a perfeita noção lá pelo meio do jogo, e não quero estragar o enredo do jogo contando spoiler.

Assim como Fable, Red Dead Redemption te dá uma escolha parecida para fazer, você pode ser o cowboy honroso que ajuda as pessoas que encontra pela frente – e como tem pessoa que te pede ajuda -, seja para ajudar a recuperar o cavalo que foi roubado ou para salvar a esposa do desesperado marido; ou você pode ser o mais temido, ajudando os bandidos a assaltar uma carroça e matando os xerifes. Mas isso tem uma consequência, e irá notar isso quando for comprar alguma coisa, o que tem mais honra paga muito menos do que o bad guy que mata mocinhas indefesas.

Outro fator importante no jogo, além da Honra, é a Fama, ela vai aumentando conforme você faz qualquer tipo de missão, infelizmente aqui não existe vantagem, sendo que se você tiver a fama no máximo, quando cometer algum crime, o preço pela sua cabeça dobra.

Além das Story Missions – que são todas fantásticas -, existem as Stranger’s Tasks, que são pessoas que você encontra pedindo para você fazer alguma coisa por elas, são praticamente side quests, mas poucos são os jogos que me deixaram com tanta ânsia de fazer as side quests quanto Red Dead, os personagens delas são intrigantes e alguns chegam a serem cômicos, como o Charles Kinnear que afirma que será o primeiro homem a voar, mas no final, vocês já imaginam o que acontece, ou também Jimmy Saint que é um escritor que está procurando um pouco de aventura no velho-oeste para fazer um livro, e você está tendo sempre que resgatá-lo das gangues.

Claro que um jogo do porte de Red Dead não podia faltar as suas referências western, encontrei duas em especial, a primeira em um cemitério, dá pra ver escrito na lápide: A cowboy without a name, alguém duvida que é uma referência à Trilogia dos Doláres do diretor italiano Sergio Leone? A outra também em uma lápide, adivinha o nome do morto? Clinton Underwood! Existem muitas outras referências, mas essas duas foram as duas principais que encontrei.

Antes de começar a jogar Red Dead, imaginei que fosse um jogo sem uma variedade de armas, muito pelo contrário, principalmente se você tiver os DLCS – existem 9 tipos de armas no jogo, dentro dessas nove tem uma média de 5 armas, e nenhuma arma você vai deixar de usar em alguma parte do jogo.

Mas o ponto alto do jogo, na minha opinião, não são as roupas, as referências, a trilha sonora, a jogabilidade ou os gráficos – que ainda assim são todos ótimos -, o melhor do jogo são os personagens, a Rockstar constrói tão bem eles que é difícil você não gostar do maluco Seth, o bêbado Irish, o velho e famoso pistoleiro Landon Ricketts, a belíssima Boonie McFarlane, o atrapalhado Mr. West Dickens e tantos outros personagens. É díficil escolher um personagem como preferido, todos são tão bem feitos e com características tão próprias que você acaba gostando de todos.

Red Dead Redemption acaba sendo muito mais que um simples “sandbox”.

Texto de autoria de Felipe Vieira.