[Resenha] As Brumas de Avalon: A Grande Rainha – Marion Zimmer Bradley

As brumas de avalon II [Resenha] As Brumas de Avalon: A Grande Rainha – Marion Zimmer Bradley

Segundo livro da série, trata agora da história de Gwenhwyfar (Guinevere) durante o clímax da batalha de Arthur com os saxões. E mostra também alguns elementos desde a presença dela na casa de seu pai, de sua atração por Lancelot, o homem mais amigo e próximo ao rei Arthur, e como se tornou a Grande Rainha.

Aviso: Contém SPOILERS da série!

Com o decorrer da história, Arthur faz um pacto com Viviane para conseguir o trono, onde ele recebe a espada Excalibur em troca de sua fidelidade a Avalon e não suprimir o povo com a sua religião, deixando o povo louvar a deusa e os antigos deuses. Para o povo da ilha de Avalon, um rei deve passar por um ritual para ser considerado como tal, para isso deve matar um gamo – animal parecido com um veado mas com os chifres achatados – e vestir sua pele, prender o chifre do animal na própria testa, sair a caça do gamo-rei e conseguir matá-lo. Se sobreviver ao teste é considerado rei pelo povo antigo, faltando apenas mais uma etapa para subir ao trono, deve celebrar o casamento com a terra. Esse ritual é basicamente passar uma noite com uma sacerdotisa de Avalon, porém a sacerdotisa escolhida pela senhora de Avalon é a irmã de Arthur, porém nenhum dos dois sabe que são irmãos, só se reconhecem na manhã seguinte, onde desejam a morte pelo ato que cometeram.

Podemos verificar algumas mudanças significativas na história, ao contrário do primeiro livro, a personagem principal não apresenta tantas dúvidas como anteriormente, mas ainda estão presentes com uma intensidade muito menor. Gwenhwyfar é demasiadamente Cristã, segue a risca todas as regras estabelecidas pela igreja, lembrando que nessa época a sociedade era muito machista. Até que um determinado dia Lancelot vai até o castelo de seu pai para acertar algumas coisas referentes ao seu casamento com Arthur, praticamente acertando a quantidade de cavalos de guerra que servirá como dote.

A atração entre Lancelote e Gwenhwyfar é instantânea, a moça passa a desejá-lo de forma quase que incontrolável, mas seu lado cristão acaba prevalecendo. O começo de sua vida de casada não é das melhores, não consegue tirar da cabeça a idéia de que seu casamento foi apenas um acordo de guerra para melhorar as chances de Arthur contra os guerreiros saxões.

Ao desenrolar da história existem várias ocasiões onde é claramente mostrado a intolerância religiosa do contexto histórico. Kevin, o bardo, mestre harpista, se revela como um grande sábio e possível candidato ao título de Merlin da Bretanha, já que Taliesin, o atual Merlin, se encontra velho demais para continuar com suas funções.

Existe uma certa passagem que pode expressar esse conflito, existe um poço que oferece uma água de qualidade superior para as pessoas daquela região, que acreditam que o poço é sagrado, um padre discute com Merlin sobre destruir o poço ou não. O padre aponta que não se deve louvar o poço porque o único que merece ser louvado é Cristo, não se pode louvar a Deus por intermédio do poço. Merlin responde que concorda absolutamente com ele, não se pode louvar a Deus pelo poço nem por todo o ouro que é usado para decorar e fazer estátuas para se adornar as igrejas.

A Grande Rainha agora deseja cada vez mais Lancelot, que por sua vez corresponde ao desejo dela, as personagens se encontram num grande dilema: Ceder ao desejo e trair a confiança de Arthur ou suprimí-lo e sofrer com esse amor platônico?

Conforme o tempo passa a rainha não consegue engravidar para oferecer a Arthur um herdeiro, Gwenhwyfar acredita ser um castigo de Deus pelo seu desejo insano por Lancelote. Arthur julga que o fato de sua rainha não engravidar é um castigo pelo casamento com a terra.

O fim do livro é marcado com uma grande festa oferecida por Arthur, quando o rei, a rainha e Lancelote estão a sós e bêbados de vinho, Arthur confessa que sabe como os dois se sentem, que tudo que deseja é um herdeiro, e que tem reparado como se olham. Os três vão para o quarto, e com permissão de Arthur quem se deita com Gwenhwyfar é Lancelot.

Obs: Confira a resenha dos demais livros: As Senhoras da Magia, O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore.



3 comentários em “[Resenha] As Brumas de Avalon: A Grande Rainha – Marion Zimmer Bradley

  1. e o que tem essa serie ser feminista?so prova que as mulheres e que mandam!

  2. To nem aí se é feminista, mas, na moral, a Gwenhwyfar é a personagem mais cretina que eu tive a infelicidade de conhecer! Tomara que morra enforcada no final do livro =P

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