Resenha | Amor Imortal – Volume 1

Os vampiros estão em ascensão na cultura pop, e nunca um “gênero” foi tão explorado nos últimos anos como é o caso dos sanguessugas. Não importa onde você olhe, lá estão eles: cinema, TV, animações, literatura, games, e logicamente, os quadrinhos, como acontece com a HQ Amor Imortal, de Tomm Coker e Daniel Freedman.

Amor Imortal (Undying Love), traz um tema que tem sido ainda mais saturado nos últimos anos, o amor entre mortais e vampiros. Imagino que todos automaticamente se lembraram de Crepúsculo e suas continuações. Esqueça isso, aqui a proposta é muito diferente. Amor Imortal é um conto sujo e puído, algo que apenas o que é eterno de verdade carrega ao longo do tempo.

Na trama, somos apresentados a John Sargent, um oficial de uma unidade especial das forças armadas americanas que presta serviço na Síria. Em uma missão de averiguação, sua unidade descobre um grupo que transportava uma jovem, Mei, para ser vendida como escrava sexual. O que era pra ser apenas uma simples averiguação, se torna uma matança completa. John acaba sendo salvo por Mei e descobre que ela é uma vampira.

Os dois acabam se apaixonando e tentam encontrar um meio para curar Mei. Como toda boa história de vampiros, a única solução para resolver o problema de Mei é matar o vampiro que começou a infecção. O problema disso tudo, é que a procura dos dois acaba em Hong Kong, no encalço de um vampiro ancestral.

A HQ começa de uma maneira um tanto confusa, principalmente em relação ao desenvolvimento de seus personagens, mas ao longo de sua narrativa esses problemas são resolvidos e somos apresentados à uma ótima história de ação e romance envolvendo a mitologia vampírica em volta de culturas orientais. A arte de Tomm Coker é lindíssima, mas falta um dinamismo nas cenas de ação, onde os quadros da hq dão uma impressão de estática. O roteiro é muito bem conduzido pelos dois autores, revelando o que é importante para a história pouco a pouco e dando nuances interessantes em seus personagens.

Amor Imortal abraça uma série de clichês sem medo e trabalha muito bem todos eles, não se importando de ser tachado como estereotipado, mas ainda assim, consegue não se render às tendências atuais entregando uma linda história de romance e ação frenética.

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