Resenha | Darth Vader: A Guerra de Shu-Torun

Depois de mais de um ano de publicações, o volume 1 das aventuras de Darth Vader tem em sua primeira aventura pós-Darth Vader: Ano Um e Queda de Vader. A Guerra de Shu Torun é um encadernado da Panini Books e compreende as edições de Darth Vader #16-20 e Annual 1, e mostra os momentos pós-Batalha de Yavin, em Uma Nova Esperança, sob o ponto de vista de Vader e os imperiais – e mal construído ou não a premissa de tentar reconstruir o Império Galático após uma grave derrota é evidentemente boa.

No anual, a história é ligeiramente anterior aos eventos do restante da publicação, quase como um prólogo, mostra como o planeta Shu-Torun, que teve uma interferência do personagem-título antes mesmo do sith ser designado pelo Imperador para intervir militarmente lá. O lugar é rico minério e metais, portanto é um lugar estratégico para as partes da guerra na galáxia, mas toda essa complexidade é deixada de lado, para discutir o fato da Dra. Aphra estar nas mãos dos rebeldes.

Os roteiros são de Kieron Gillen, e a arte Salvador Larroca nos números comuns (no Anual, é Leinil Yu quem desenha) e além do guerreiro meio homem meio máquina, há também Cylo e seus capangas na aventura, personagem esse responsável pelas próteses metálicas pós queimaduras em Anakin Skywalker e claro, dos possíveis substitutos dele. A leitura do encadernado é bem rápida e os desenhos de Larroca impressionam pela fluidez. Os cenários de lava dão um charme especial para a revista, tornando Shu-Torun um cenário ainda mais bonito e inspirado do que Mustaphar era em A Vingança dos Sith. Vader segue tendo que se reportar ao General Tagge.

O problema maior aqui é que a maioria dos personagens, por mais estilosos que sejam, não causam qualquer comoção ou apreensão se estarão vivos ou nas publicações futuras. Cylo e seu exercito mesmo, poderiam ter uma grande personalidade, mas não ocorre nada realmente sensacional com eles, não há situações limite para eles ou oportunidade deles darem vazão  a qualquer momento de mínima singularidade. Em premissa eles são bem construídos, mas na prática, agem como bonecos de vilões genéricos, como meros capangas de tokusatsus, com pouco mais de presença que um boneco de massa de Power Rangers.

Todo o arco parece só existir para justificar o reencontro do lorde sombrio com Aphra, o final mostra Mestre e Aprendiz lado a lado, Imperador e Vader conversando, onde o chefe deixa claro ao seu pupilo que ele não é insubstituível, e para todos os efeitos, Palpatine é bem mal desenhado, o que é estranho diante do trabalho que Larroca desempenhou até aqui, sendo o único aspecto irretocável até então. Esse é o penúltimo arco de Vader nesse volume, e sua história, apesar de alguns splash pages ótimos não tem uma historia a altura, ao contrário, consegue estar algumas linhas abaixo da mediocridade que permeia o universo Star Wars na Marvel.

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