Resenha | Darth Vader: Fim dos Jogos

Darth Vader: Fim dos Jogos começa imediatamente após os eventos de Darth Vader: Guerra de Shu-Torun, após Vader encontrar o oficial Tanoth, em uma conversa bastante expositiva. Fato é que mesmo que o desempenho da revista não seja positivo, o run do roteirista Kieron Gillen tem um apego a cronologia bem maior do que é visto nos textos de Jason Aaron em Star Wars.

Os desenhos continuam com Salvador Larroca e o protagonista da revista divide os holofotes com o retorno da Doutora Aphra, que volta a interagir com Triplo Zero e Beetee, ou 000 e B1-T1, os androides que funcionam como espelho mal de C-3PO e R2-D2. Vader voltou a cair nas graças do Imperador, e recebe como missão de capturar seu antigo rival, o Dr. Cylo, o mesmo que trabalha com próteses robóticas e que ajudou a montar os suportes de vida de sua armadura.

Quando se começa a ler a revista não há clarividência sobre a quais jogos que o titulo se refere e uma das possibilidades certamente é o jogo de gato e rato que ocorre na disputa entre Cylo e o lord sith, e o suspense estabelecido ali é bem idealizado. Quando a revista parece estar tomando um rumo diferente dos arcos mais antigos, há uma interferência, que faz referencia clara ao Episódio 3, e ver os momentos importantes de A Vingança dos Sith pelo traço de Larroca é um bocado estranho, sem falar que os que foram escolhidos, foram pessimamente mal filmados por George Lucas e pateticamente mal retratado aqui.

Outro aspecto grotesco é a Frota Baleia de Cylo. Sem auxílio visual é difícil de descrever além do óbvio, sendo literalmente um “cardume” de animais marinhos enormes, paramentados com armaduras espaciais passeando pelo espaço, sem qualquer lógica nesse transito. As inteirações no final não fazem muito sentido, em especial em Darth Vader #25, o último número deste volume, as conversas entre o protagonista, Aphra e o Imperador soam estranhas, mas no final, os rumos do Império são bem encaminhados, inclusive sobre o comando do Star Destroyer Executor.

Vader já  se torna o assassino a sangue frio de Império Contra Ataca, munido do Almirante Ozzell – feito no Episódio V por Michael Sheard – que estaria ao lado do recém promovido Sith, que agora era uma espécie de segundo em comando. Fim dos Jogos tenta soar épico, no sentido de mostrar o triunfo do personagem principal, mas é um bocado covarde nos rumos dos personagens mais carismáticos, basicamente para ter mais espaço para desenvolver historias e spin offs desses mesmos personagens. Infelizmente essas revistas do novo cânone tem um aspecto bem parecido com os filmes da Marvel e no pior sentido possível, de não se resolver bem em si, precisando sempre de acessórios e de ganchos sensacionalistas para funcionar e para gerar expectativas nos leitores, e isso é uma pena, para dizer o mínimo.

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