Quadrinhos

Resenha | Detective Conan

Compartilhar

Jovem prodígio, filho de escritor de romances policiais, é conhecido por seu brilhante poder dedutivo e de observação. Chamado algumas vezes para ajudar a polícia a solucionar alguns casos de assassinatos, este é Shinichi Kudo. Certa vez, levado pela sua curiosidade, ele investiga um ato suspeito de dois homens de preto e é emboscado. Na emboscada, dão a ele um veneno que supostamente iria matá-lo, mas na verdade apenas faz com que ele fique parecendo um garoto de 7 anos.

Essa é a premissa básica de Detective Conan - ou Case Closed, como é conhecido nos EUA -, mangá de Gosho Aoyama. Com isso, ele leva a história de Shinichi se passando por uma criança de 7 anos, que ele nomeou de Conan Edogawa (nome baseado em Arthur Conan Doyle), na casa de sua melhor amiga Ran Mouri, por quem é apaixonado. Ele conta com a ajuda do Dr. Agasa, cientista inventor que tenta descobrir como reverter o veneno. O pai de Ran, Kogoro Mouri, é um detetive, o que vem a ser muito útil para a história.

O estilo da história é algo meio que seriado, um caso por vez, geralmente durando cerca de 10 capítulos. Na maioria das vezes os casos são de assassinatos, sendo sempre desvendados por Conan, que quando vai contar o que/como descobriu usa um invento que modifica sua voz para parecer a de alguém mais velho que está desacordado no momento, geralmente Kogoro.

Este estilo é bom no inicio, mas tende a cansar conforme passa o tempo; chega a ser enfadonho você passar de caso a caso e nunca mudar nada, sempre retornando ao mesmo ponto. Há poucos momentos de excitação: são os capítulos que ele usa para investigar a tal Black Organization (nessa hora todos estão pensando em criminosos com afro na cabeça), que foi quem o transformou em criança. Pois é nesses capítulos que esperamos um avanço na história. Só que esses são BEM RAROS, deixando a maioria com casos de assassinatos e, assim, um mangá chato (o que me fez largar o mangá, e olha que eu sou uma pessoa bem resistente nesse quesito, vi os 10 episódios de The Cape, Heroes até o final e afins...).

Outros pontos divertidos são quando ele encontra seu “rival” em termos de habilidades de detetive, Heiji Hattori, e eles ficam disputando. Também quando aparece o Phantom Thief Kid, que é um ladrão que Shinichi tenta pegar e falha. Esses são outros bons momentos na história, mas um pouco raros.

Outra coisa que contribui muito para a história ser cansativa é o famoso “assassinato do quarto fechado”, um gênero raro de assassinato onde a pessoa é morta num local trancado por dentro. O primeiro você acha legal, é algo novo, mas isso acaba se tornando algo tão comum que você se pergunta como pode ser chamado de raro se todo mundo consegue bolar um.

O traço é bem comum, nada de extraordinário, não atrapalha nem ajuda. Não é rico em detalhes, mas não deixa a desejar. Num mangá com a premissa deste, que seria a de detetive, se esperava que o principal não fosse o traço, e sim os casos.

Detective Conan é um mangá divertido no início, mas tende a cansar conforme você o lê. É antigo, então tem muitos capítulos até você chegar ao que está saindo atualmente, e isso é mais um ponto de desânimo. Mas faz um tremendo sucesso no Japão e alguns casos são realmente interessantes, já aprendi várias novas maneiras de matar alguém e tentar despistar a perícia. Eu larguei mas pretendo voltar, um dia. Quem quiser ler vá por conta e risco.

-

Texto de autoria de André Kirano.

Vortex Cultural

Um autômato a serviço do site... ou não.
Veja mais posts do Vortex
Compartilhar