Resenha | Homem de Ferro – Rapto

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Quando quadrinhos e cinema se unem, a rentabilidade é alta. Além de produtos licenciados para o filme, a procura pelas HQs aumenta e, consequentemente, surgem edições especiais para apresentar a um novo público a personagem como vista nas telas.

Além de relançamentos na época das estreias, surgem mini séries especiais fechadas com uma aventura que não interfere na cronologia oficial e que poderiam, a principio, render uma boa leitura.

Homem de Ferro – Rapto foi lançado em 2010. Alguns meses após o lançamento de Homem de Ferro 2 nos cinemas americanos. Aproveitando o lançamento do terceiro filme no Brasil, a Panini Comics coloca a edição no mercado.

A maioria das histórias em quadrinhos com arcos fechados tem como base um possível bom argumento, destruído em seguida após vinte e cinco ou cinquenta páginas. Nesta trama, Tony Stark sofre um ataque do coração e, incomodado com as limitações que um transplante lhe ocasionaria, desenvolve uma tecnologia própria para realizar um coração artificial.

Estudando as limitações físicas do corpo humano, Stark inicia a construção de um sistema eletrônico que, ao se tornar autônomo com inteligência artificial programada, toma posse de seu corpo e decide promover uma guerra contra os humanos, perecíveis, e transformá-los em seres robóticos eternos.

A história de Alexander C. Irvine (Demolidor Noir) é uma grande bobagem risível que destaca as personagens que o público conhece nos cinemas. Pepper Potts ao lado de Rhodes, o Máquina de Combate, são a resistência que luta em vão contra Stark, tentando trazê-lo de volta a consciência. A arte de Lan Medina faz dos traços realistas personagens bem semelhantes com os atores que a interpretaram no cinema, uma alusão evidente de parte do público alvo dessa edição especial.

Uma história que serve para atrair leitores ocasionais e que, ao lado dos tradicionais, só os fazem sofrer mais pelo argumento ruim. Em certo ponto, a história é tão semelhante com a vista em Homem de Ferro 2 que há uma batalha envolvendo Tony Stark e Máquina de Combate. Porém, nesta edição há um discurso de Stark dominado pela máquina que diz que a carne humana é perecível em relação a máquina imortal, cujo ápice, no último quadro antes da luta, nos premia com a seguinte pérola: Vamos acabar logo com isso. A Carne está no ponto. E assim, partem para a briga que não é maior que o desejo de fechar a revista, respirar fundo pela piada sem graça para, enfim, conseguir prosseguir na leitura.

Homem de Ferro – Rapto é a típica história fechada que engana. Em um primeiro momento poderia ser uma interessante aventura solo, sem a obrigação da cronologia, que poderia divertir tanto os leitores novos como quem está afastado da linha mensal. Mas que decepciona a ambos por uma história mal executada e sem graça.