Resenha | Homem-Formiga: Mundo Pequeno

Homem Formiga - Mundo Pequeno - Panini Comics

Devido à estreia de Homem-Formiga nos cinemas, a Panini Comics lançou uma edição encadernada reunindo três histórias da personagem, com três versões diferentes do herói. Mesmo que seja um dos membros fundadores dos Vingadores, atuando em diversas aventuras do grupo, seu alcance sempre foi menor em relação a outros membros da equipe, em parte por raramente, em comparação ao seus companheiros, possuir um título mensal. Motivo pelo qual este compilado serve como apresentação, selecionando fases distintas para apresentar os três homens por trás do manto de Homem-Formiga.

A primeira aventura, Mundo Pequeno, é a mais contemporânea da cronologia, com Eric O’Grady como o terceiro Homem-Formiga e Hank Pym sob o manto de Vespa, em homenagem a sua falecida esposa. A história promove uma parceria entre os dois personagens, após Grady descobrir que uma das invenções de Pym será roubada pela I.M.A. Uma aventura que contrapõe as personalidades de cada um para a eventual batalha que precisa da união de ambos para concluir a missão. Uma narrativa fraca que passa ao leitor a impressão de que o terceiro Homem-Formiga é apenas mais um característico personagem mais apoiado para o humor.

A leitura segue retornando a sua origem, apresentando a primeira história com Hank Pym e seu retorno após desistir inicialmente de seu projeto, ambos lançados em 1962. Mesmo que o estilo seja diferente daquela conhecida, Stan Lee era um excelente roteirista, criativo ao extremo para justificar a composição de seus heróis. Mesmo que menor que grandes origens das diversas criadas por Lee, o cientista Hank Pym é bem apresentado e, seguindo a tradição heroica, decide assumir o manto após perceber a potência de seu soro de crescimento e encolhimento, as famosas partículas Pym que ainda não recebiam esse nome.

Homem Formiga - Mundo Pequeno

A criatura de Kosmos!, publicada em 1963, introduz a parceria que faria de Pym um homem casado com Janet, a Vespa. O argumento de Lee reflete a visão inocente de suas personagens, com uma heroína que se apaixona arrebatadoramente por Pym no mesmo dia que o conhece. De qualquer maneira, marcando uma parceria clássica dos quadrinhos, ainda que em uma história pouco inspirada com a presença de uma criatura – é muito semelhante aos traços do Toupeira vistos na primeira edição do Quarteto Fantástico – que cresce com o soro do Dr. e começa a destruir a cidade.

A história final, dividida em duas partes, apresenta o herói visto no filme, Scott Lang, em sua estreia como Homem-Formiga. Trama publicada em 1979, é notável a evolução narrativa dos quadrinhos em relação ao início de Lee. A ação é mais equilibrada com a narrativa em off, resultando em um ritmo mais fluído. O roteiro de David Michelinie, com arte de John Byrne e Bob Layton, apresenta o ladrão Lang que encontra um uniforme de Pym em uma de suas fábricas e usa-o para ajudar sua filha, portadora de uma rara doença. Mesmo com um argumento simples, a história se desenvolve bem e demonstra a diferença entre o primeiro Formiga, um cientista brilhante, de um homem mais comum, vindo de um passado ruim que deseja esquecer, uma índole que encoraja Pym a confiar no novo herói e deixá-lo como herdeiro de seu uniforme.

Para o leitor ocasional de quadrinhos que tem um primeiro contato através dessa edição, as tramas são funcionais como introdução no universo da personagem, bem como no estilo de cada um dos Homens-Formiga. Porém, como nenhuma das tramas é significativa em qualidade, o encadernado se mantém mais como um objeto histórico de três personagens diferentes do que uma edição essencial entre as diversas boas opções que a própria Panini lança no mercado.

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