Resenha | iZombie – Volume 3: A Sete Palmos e Subindo

I Zombie - Volume 3 - capa

Após 12 edições publicadas em dois encadernados pela Panini Comics, a narrativa de iZombie prossegue em baixa neste terceiro volume da série da Vertigo, A Sete Palmos e Subindo. Considerando a edições anteriores, iZombie – Volume 1:  Morri para o MundoiZombie – Volume 2: vcvampiro, não seria surpresa se parte do público abandonasse a leitura. Afinal, a esta altura, a narrativa deveria apresentar uma progressão significativa. Aproximando-se de um final, a trama ainda se mantém confortável em seu espaço cotidiano desenvolvido anteriormente.

Compilando os números 13 ao 18 do original, as edições iniciais apresentam duas histórias em conjunto: a primeira dando sequência às aventuras urbanas de Gwen e sua turma, a outra introduzindo mais um conceito na trama, um grupo de elite que trabalha com o governo para conter crises envolvendo entidades sobre-humanas: os presidefuntos. Na narrativa principal, a vilã Galatea se define como o inimigo principal. Oriunda de tempos antigos, como a múmia Amon, a personagem tem como plano evocar uma antiga entidade e possuí-la, adquirindo assim uma maior gama de poderes.

Como a trama central é diminuta, boa parte do encadernado apresenta uma história paralela sobre o surgimento de uma horda de zumbis na cidade de Oregon, motivo que alinha os presidefuntos na cidade de Gwen. Ainda que faça parte de um grupo especialista em assuntos sobre-humanos, a equipe nunca desconfiou das manifestações do local, e se surpreende com a quantidade de seres diversos residindo em um mesmo espaço específico.

Todas as personagens se envolvem neste ataque zumbi, que cessa boa parte do argumento principal e demonstra a precariedade do roteiro. Como personagem principal, Gwen ainda não apresenta nenhum crescimento. Sendo uma zumbi que perde as memórias aos poucos, sua trajetória quando viva é apresentada como um gancho para o último compilado, justificando o motivo de sua morte e revelando uma intenção nada original.

A única história que merece atenção é aquela dedicada a um personagem coadjuvante, o único acerto no roteiro de Chris Roberson que fundamentou papeis de apoio mais interessantes do que sua zumbi central. A Rainha Zumbi da Amazônia apresenta o passado de um dos caçadores da Corporação, Diógenes, envolvendo uma seita no coração da Amazônia dedicada a Xitalu, entidade a qual a vilã Galatea deseja possuir.

Em um longo percurso sem grandes ganhos narrativos, iZombie – Volume 3: A Sete Palmos e Subindo finaliza este encadernado, ao menos pontuando a entidade e sua vilã. Porém, considerando a demora para desenvolver as contraposições básicas entre mocinhos e vilões, é difícil imaginar como o leitor se manteve ativo diante da leitura. A edição ainda apresenta um preview do último e derradeiro volume, um apelo desesperado para que, ao menos, o público compre o compilado final.

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